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Canção da Velha

Victor Manuel

Canción de La Vieja

Vieja: hija soy de papá y princesa, bella y rica era
Todos: ¡qué ojos, qué pestañas, qué cejas!
Vieja : mis firmes senos arrebataban al príncipe tonlonio
Todos: iay que catorce años y él que diecisiete...!

Vieja: fiestas, torneos, canciones, hasta que llegó la muerte!
Con mi madre huí en una galera
A la media noche de un día cualquiera
Un pirata nos aborda y nuestra guardia salta toda por la borda.
Buscan los diamantes por detrás y por delante.
Un negro me ha deshonrado.
A tajadas
Mis amigas
Y mi madre espanzurraron .
Moribunda
Entre los muertos
Entre cuerpos
Enterrada
Pasó el tiempo
Aletargada.
Oigo una "dolce voce"
Un hombre blanco
De buena traza
Sufriente, doliente y que canta.

Hombre: oh cuesta pena, oh cuesta pena de sere sensa coglioni, de sere sensa coglioni, de sere sensa coglioni!

Vieja: atónita, alborozada fui rescatada
El buen eunuco
Bien me cuidó
Y sin peligro
Vaya cuestión!
Pero el muy ladino, el muy truhan
Al rey de túnez me vendió
Otro bribón!
Hijo mío habéis conocido la peste?
Si la hubierais conocido, me hubierais compadecido
No hay terremoto que pueda resistir comparación

Todos: ¡hija de papá, quince años hecha esclava!
¡cada día fue violada!
¡guerra y hambre fue violada!
¡casi muerta fue violada!
¡en serrallos fue violada!
Vieja: fui vendida a un mercader ,en esmirna revendida,
En trípoli subastada en bizancio fui azotada
Y en constantinopla ...!

Todos: ¿qué?
Vieja: ¡y en constantinopla ...!
Todos: ¿qué?
Vieja: ¡pare!

Vieja: azof el agá, magnífico amante me redimió,
Azof el agá con veinte eunucos me protegió.
Llegaron los rusos y entraron a sangre y fuego,
No perdonaron la edad, ni respetaron el sexo.
Mis veinte eunucos lucharon como bravos soldados,
Resisten sitiados el hambre
Resisten pero al final
De nada sirvió su valor, los rusos entraron,
Y casi enseguida allí los mataron.
Cupe en suerte a un boyardo que me obsequiaba
Con veinte zurriagazos diarios,
Mas lo peor no era el zurriagazo.
Mis pechos se caían, mis ojos se caían,
Mi vientre estaba ajado, mi corazón no existía,
Mis recuerdos olvidados, mi príncipe
Quién sería,
Sólo heridas me quedaban y al final cicatrizaban.

Canção da Velha

Velha: sou filha do papai e princesa, linda e rica era
Todos: que olhos, que cílios, que sobrancelhas!
Velha: meus seios firmes encantavam o príncipe tonlonio
Todos: ai, quatorze anos e ele com dezessete...!

Velha: festas, torneios, canções, até que a morte chegou!
Fugi com minha mãe em uma galera
À meia-noite de um dia qualquer
Um pirata nos abordou e nossa guarda foi toda por água abaixo.
Procuram os diamantes por trás e por diante.
Um negro me desonrou.
A facadas
Minhas amigas
E minha mãe se espatifaram.
Moribunda
Entre os mortos
Entre corpos
Enterrada
O tempo passou
Adormecida.
Ouço uma "dolce voce"
Um homem branco
De boa aparência
Sofrendo, lamentando e que canta.

Homem: oh, que pena, oh, que pena de ser sem colhões, de ser sem colhões, de ser sem colhões!

Velha: atônita, alegre fui resgatada
O bom eunuco
Bem me cuidou
E sem perigo
Que questão!
Mas o muito astuto, o muito trapaceiro
Me vendeu ao rei da Tunísia
Outro vagabundo!
Filho meu, você conheceu a peste?
Se a tivesse conhecido, teria me compadecido
Não há terremoto que resista à comparação

Todos: filha do papai, quinze anos feita escrava!
Cada dia foi estuprada!
Guerra e fome, foi estuprada!
Quase morta, foi estuprada!
Em haréns, foi estuprada!
Velha: fui vendida a um mercador, em Esmirna revendida,
Em Trípoli leiloada, em Bizâncio fui açoitada
E em Constantinopla...!

Todos: o quê?
Velha: e em Constantinopla...!
Todos: o quê?
Velha: pare!

Velha: Azof, o agá, magnífico amante me redimiu,
Azof, o agá, com vinte eunucos me protegeu.
Chegaram os russos e entraram a sangue e fogo,
Não pouparam a idade, nem respeitaram o sexo.
Meus vinte eunucos lutaram como bravos soldados,
Resistiram sitiados à fome
Resistiram, mas no final
De nada serviu seu valor, os russos entraram,
E quase imediatamente ali os mataram.
Tive a sorte de um boyardo que me presenteava
Com vinte chibatadas diárias,
Mas o pior não eram as chibatadas.
Meus seios caíam, meus olhos caíam,
Meu ventre estava enrugado, meu coração não existia,
Minhas lembranças esquecidas, meu príncipe
Quem seria,
Só feridas me restavam e no final cicatrizavam.

Composição: