Cuánta Soledad Tengo de Ti
Traiga la camisa roja, tralarará, tralarará
De sangre de un compañero mira
Mira maruxina mira, mira como vengo yo...
Si digo que me pesa tu mirada
La humedad que hay en tu alma, digo patria,
Tus juicios implacables, tanto tienes tanto vales
Respirándole a tus hijos hasta el aire.
El tiempo y la distancia no te cambian
Te defiendes de quien te ama, digo patria,
A veces basta solo una palabra que me lleve
Alguna nube que me empape de nostalgia.
Cuánta soledad tengo de ti
Tierra mía aquí y allí...
A veces te imagino como un alba
Tan desnudamente blanca, inmaculada
Te invento como quiero que tú seas
La ventana siempre abierta por donde entren las estrellas.
A veces arañando en tu corteza
Descubrimos tu estatura verdadera
Tus nieves del naranjo casi eternas
Como el fuego de esa hoguera donde te ardes y nos quemas.
Al norte más allá del horizonte
Cuando todo me abandone, digo patria,
Al norte dará sombra algún cerezo
A las cenizas que mis sueños esparcieron por el viento.
Quanta Solidão Tenho de Você
Traga a camisa vermelha, tralarará, tralarará
De sangue de um camarada, olha
Olha maruxina, olha, olha como eu chego...
Se eu digo que pesa seu olhar
A umidade que há na sua alma, digo pátria,
Seus julgamentos implacáveis, tanto tem, tanto vale
Respirando para seus filhos até o ar.
O tempo e a distância não te mudam
Você se defende de quem te ama, digo pátria,
Às vezes basta só uma palavra que me leve
Alguma nuvem que me molhe de nostalgia.
Quanta solidão tenho de você
Terra minha, aqui e ali...
Às vezes te imagino como uma aurora
Tão nuvem branca, imaculada
Te invento como quero que você seja
A janela sempre aberta por onde entram as estrelas.
Às vezes arranhando sua casca
Descobrimos sua verdadeira estatura
Suas neves da laranjeira quase eternas
Como o fogo daquela fogueira onde você queima e nos queima.
Ao norte, além do horizonte
Quando tudo me abandonar, digo pátria,
Ao norte dará sombra algum cerejeira
Às cinzas que meus sonhos espalharam pelo vento.