Mujeres Del Centro Y Del Río
Con la ausencia tu sombra se alarga
Se hace dueña de mi habitación
Si pudiera esquivar tu mirada
Aunque sé que me ves donde estoy.
Nunca anduve descalzo entre brasas
Pero puedo acostumbrarme al dolor
Tengo miedo de algunas palabras
Que me aclaren de una vez lo que soy... mujer
Si existiera un rosal sin espinas
O la noche sin la oscuridad
No estarían mis manos vacías
Sin saber en qué puerta golpear.
Cuánto callo y me consumo por dentro
Y esta sed no la consigo apagar
Esta llama que si aparto me quemo
Si la dejo igual me puedo abrasar... mujer
Mujer que das la vida
Igual que me la quitas
Sé que no me necesitas.
Con la ausencia tu sombra se alarga
Se hace dueña de mi habitación
Nunca anduve descalzo entre brasas
Pero puedo acostumbrarme al dolor.
Mulheres do Centro e do Rio
Com a ausência, sua sombra se alonga
Se torna dona do meu quarto
Se eu pudesse desviar seu olhar
Embora eu saiba que você me vê onde estou.
Nunca andei descalço entre brasas
Mas posso me acostumar com a dor
Tenho medo de algumas palavras
Que me digam de uma vez o que sou... mulher
Se existisse uma roseira sem espinhos
Ou a noite sem a escuridão
Minhas mãos não estariam vazias
Sem saber em qual porta bater.
Quanto eu calo e me consumo por dentro
E essa sede não consigo apagar
Essa chama que, se afasto, me queima
Se a deixo, posso me abrasar... mulher
Mulher que dá a vida
Assim como me a tira
Sei que você não precisa de mim.
Com a ausência, sua sombra se alonga
Se torna dona do meu quarto
Nunca andei descalço entre brasas
Mas posso me acostumar com a dor.