Para Que Te Quieran Y Que Tú Sepas
Como peregrinos
dejando jirones de nuestra vida por los caminos,
haciendo lo mismo que otros han hecho durante siglos,
para que te quieran y que tú sepas te han querido.
Todos mis sueños de niño
tengo de sobra cumplidos.
Alzar el telón es como encontrarse frente al abismo,
como desnudarse delante de unos que están vestidos.
Déjenme decirles
que no siempre es oro lo que aparentemente reluce,
crees tocar el cielo, soñar que vives en una nube,
y no hay un manual donde te lo expliquen ni porqué ocurre.
Nadie adivina el futuro
hasta que está amortizado
aunque alguien te diga "yo lo sabía, estaba cantado",
siempre hay adivinos que te adivinan lo que ha pasado.
Sin remordimientos,
todo lo mejor, todo lo peor se lo lleva el viento,
todas las hogueras que han de quemarte ya están ardiendo
y siempre se vuelve una vez tras otra a empezar de cero.
No pasa el agua dos veces
debajo del mismo puente,
no conozco a nadie que haya pisado los escenarios,
y que no haya dicho nadie me quita lo que he bailado.
Como peregrinos
dejando jirones de nuestra vida por los caminos,
haciendo lo mismo que otros han hecho durante siglos,
para que te quieran y que tú sepas te han querido.
Para Que Te Queiram E Que Você Saiba
Como peregrinos
deixando pedaços da nossa vida pelos caminhos,
fazendo o mesmo que outros fizeram durante séculos,
para que te queiram e que você saiba que te amaram.
Todos os meus sonhos de criança
já estão mais que realizados.
Levantar a cortina é como se deparar com o abismo,
como se despir na frente de quem está vestido.
Deixem-me dizer
que nem sempre é ouro o que brilha à primeira vista,
você acha que toca o céu, sonha que vive em uma nuvem,
e não há um manual que explique isso ou por que acontece.
Ninguém adivinha o futuro
até que ele esteja pago,
mesmo que alguém diga "eu sabia, era previsível",
sempre há adivinhos que te contam o que já aconteceu.
Sem remorsos,
tudo de bom, tudo de ruim o vento leva embora,
todas as fogueiras que vão te queimar já estão pegando fogo
e sempre se volta uma vez após a outra a recomeçar do zero.
A água não passa duas vezes
sob o mesmo ponte,
não conheço ninguém que tenha pisado os palcos,
e que não tenha dito ninguém me tira o que eu já dancei.
Como peregrinos
deixando pedaços da nossa vida pelos caminhos,
fazendo o mesmo que outros fizeram durante séculos,
para que te queiram e que você saiba que te amaram.