Regálame Otra Noche Como Aquella
Regálame otra noche como aquella,
Que sólo nos faltó la luna llena.
Las copas y el champán en la bañera,
Las ropas esparcidas por la mesa.
Regálame otra noche como aquella.
Alúmbrame por dios, que voy a ciegas,
Perdí toda mi vida a manos llenas.
Salí del corazón de las tinieblas.
No sé si esto es amor o borrachera,
Pero regálame otra noche como aquella.
La gata pareció de porcelana
Al ver que el nudo no se desataba.
Probé cuanto quisiste que probara.
Te amé como si el mundo se acabara.
Se oyó algún tren silbar en la distancia
Y en la penumbra acaricié tu cara.
Al ver como la piel se te incendiaba
La gata se volvió, nos dio la espalda.
Abrázame y verás que no estoy muerta.
Arráncame de adentro malas yerbas.
Enrédate a mi piel como la hiedra,
Que vengo de perder todas las guerras.
Regálame otra noche como aquella.
Regálame otra noche como aquella.
Renuévame la sangre de estas venas.
Ya ves, uno se cree que está de vuelta
Y del pecho le nace hierbabuena.
Regálame otra noche como aquella.
Me Dê Outra Noite Como Aquela
Me dê outra noite como aquela,
Que só nos faltou a lua cheia.
As taças e o champanhe na banheira,
As roupas espalhadas pela mesa.
Me dê outra noite como aquela.
Ilumina-me, pelo amor de Deus, que vou às cegas,
Perdi toda a minha vida em mãos cheias.
Saí do coração das trevas.
Não sei se isso é amor ou bebedeira,
Mas me dê outra noite como aquela.
A gata parecia de porcelana
Ao ver que o nó não se desatava.
Provei tudo que você quis que eu provasse.
Te amei como se o mundo fosse acabar.
Ouvi algum trem apitar à distância
E na penumbra acariciei seu rosto.
Ao ver como a sua pele se incendiava
A gata se virou, nos deu as costas.
Me abrace e verá que não estou morta.
Arranque de dentro de mim as ervas daninhas.
Enrole-se na minha pele como a hera,
Que venho de perder todas as guerras.
Me dê outra noite como aquela.
Me dê outra noite como aquela.
Renove-me o sangue dessas veias.
Já viu, a gente acha que está de volta
E do peito nasce hortelã.
Me dê outra noite como aquela.