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Sobre a Poesia

Victor Manuel

Sobre La Poesía

Esta mañana he visto a un mono
Sonreírle a una flor.
El hombre y su primera idea
Debió ser amar a la naturaleza.
Esta mañana el mono no sabía
Que estaba haciendo poesía.

Y habría un trovador
Que fue tu antepasado
Que por cantarle las verdades a un señor
Fue crucificado o desterrado
O cruzó la frontera
Como tantos visionarios
De nuestra españa negra
Que calientan sus huesos al sol
En otras tierras.

El poeta de hoy
Es una fuente seca de impotencia
Que lucha y se desangra por la idea.

Por supuesto
Yo no hablo del poeta
Que le canta a la flor, al pez o al ruiseñor
Que en un juego floral una flor natural
De plástico le entregan
Por que si eso es poesía:
No me interesa.

Sobre a Poesia

Hoje de manhã eu vi um macaco
Sorrindo para uma flor.
O homem e sua primeira ideia
Deveria ser amar a natureza.
Hoje de manhã o macaco não sabia
Que estava fazendo poesia.

E havia um trovador
Que foi seu antepassado
Que por cantar as verdades para um senhor
Foi crucificado ou exilado
Ou cruzou a fronteira
Como tantos visionários
Da nossa Espanha negra
Que aquecem seus ossos ao sol
Em outras terras.

O poeta de hoje
É uma fonte seca de impotência
Que luta e se desangra pela ideia.

Claro
Eu não falo do poeta
Que canta para a flor, para o peixe ou para o rouxinol
Que em um jogo floral uma flor natural
De plástico lhe entregam
Porque se isso é poesia:
Não me interessa.

Composição: