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Adeus Meu Bairro

Víctor Soliño

Adiós Mi Barrio

Viejo barrio que te vas
Te doy mi último adiós
Ya no te veré más.
Con tu negro murallón,
Desaparecerá
Toda una tradición.
Mi viejo barrio sur,
Triste y sentimental,
La civilización
Te clava su puñal.
En tu costa de ilusón
Fue donde se acunó
El tango compadrón.

Ya se fue tu famosa muralla,
Cuyas sombras sirvieron mil veces
De testigo a los guapos de laya
Que morían por un corazón.
Y en las noches de luna febriles,
Al compás rezongón de las olas,
Los muchachos con sus tamboriles
Ya no entonan su alegre canción.

El boliche ha cerrado su puerta,
Ya no hay risas, ni luz, ni alegría
Y en la calle ruinosa y desierta
Sopla un viento de desolación.
La piqueta fatal del progreso
Arrancó mil recuerdos queridos
Y parece que el mar en un rezo,
Demostrara también su emoción.

(recitado)
Barrio sur... viejo barrio querido
Que te van arrancando a pedazos
Perfumao con olor de leyenda,
Para vos es mi canto.
Para vos barrio sur de mis sueños
Que me has visto jugar de muchacho
Y guardás en tus calles estrechas
Mil recuerdos sagrados.
Para vos viejo barrio compadre,
De pañuelo y chambergo ladeado,
Que tenés mansedumbre de niño
Y arrogancia de macho.
Para vos viejo barrio sur de mi vida
Que engendraste el tango
Con pasiones, tragedias y risas
Para vos es mi canto.
Viejo barrio que te vas
Te doy mi último adiós
Ya no te veré más.

Adeus Meu Bairro

Velho bairro que se vai
Te dou meu último adeus
Já não vou te ver mais.
Com teu muro negro,
Desaparecerá
Toda uma tradição.
Meu velho bairro sul,
Triste e sentimental,
A civilização
Te crava seu punhal.
Na tua costa de ilusão
Foi onde se embalaram
O tango camarada.

Já se foi tua famosa muralha,
Cujo sombra serviu mil vezes
De testemunha para os valentões
Que morriam por um coração.
E nas noites de lua febril,
Ao compasso resmungão das ondas,
Os rapazes com seus tamborins
Já não entoam sua alegre canção.

O bar fechou sua porta,
Já não há risadas, nem luz, nem alegria
E na rua ruinhosa e deserta
Sopra um vento de desolação.
A picareta fatal do progresso
Arrancou mil lembranças queridas
E parece que o mar em um rezo,
Demonstrasse também sua emoção.

(recitado)
Bairro sul... velho bairro querido
Que estão te arrancando a pedaços
Perfumado com cheiro de lenda,
Para você é meu canto.
Para você, bairro sul dos meus sonhos
Que me viu brincar de menino
E guarda em suas ruas estreitas
Mil lembranças sagradas.
Para você, velho bairro camarada,
De lenço e chapéu de lado,
Que tem a mansidão de criança
E a arrogância de macho.
Para você, velho bairro sul da minha vida
Que gerou o tango
Com paixões, tragédias e risadas
Para você é meu canto.
Velho bairro que se vai
Te dou meu último adeus
Já não vou te ver mais.

Composição: