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Cafajeste

Víctor Soliño

Maula

No pises el cotorro
que no te puedo ver.
No ves que hasta vergüenza
me da ser tu mujer.
Yo quiero, pa' que sepas
tener siempre a mi lado
a un hombre bien templado,
no a un maula como vos.
A un hombre que se juegue,
si llega la ocasión,
la vida en una carta,
sin sentir emoción.
A un hombre que sea hombre
y sepa responder
y no llore cobarde,
igual que una mujer.

Maula
que ante el insulto callaste.
Maula
que cobarde te achicaste.
Maula
que sólo te creés valiente
cuando una noche de farra
te ves enfrente de una mujer.

La barra del boliche
borracha de pernod
mi nombre que es el tuyo
por el suelo arrastró
y vos que de una mesa
oíste aquella infamia
bajaste la cabeza,
cobarde, sin chistar.
Al verte tan compadre,
con tu aire de matón,
te juro por mi madre
te tengo compasión.
No vuelvas al cotorro,
porque mi corazón,
se ha hecho para un hombre
y vos no sos varón.

Cafajeste

Não pise no cotorro
que não consigo te ver.
Não vê que até vergonha
me dá de ser sua mulher.
Eu quero, pra você saber
ter sempre ao meu lado
um homem de verdade,
não um cafajeste como você.
Um homem que se arrisque,
se chegar a ocasião,
a vida em uma carta,
sentindo a emoção.
Um homem que seja homem
e saiba responder
e não chore covarde,
igual a uma mulher.

Cafajeste
que diante do insulto ficou calado.
Cafajeste
que covarde você se encolheu.
Cafajeste
que só se acha valente
quando numa noite de farra
se vê na frente de uma mulher.

A barra do bar
bêbada de pernod
meu nome que é o seu
pelo chão arrastou
E você que de uma mesa
ouviu aquela infâmia
desceu a cabeça,
covarde, sem reclamar.
Ao te ver tão machão,
com seu jeito de valentão,
te juro pela minha mãe
sinto compaixão.
Não volte pro cotorro,
porque meu coração,
foi feito pra um homem
e você não é varão.

Composição: