Ma L'America
Ma che confusione
fischia il merlo al re
il vento non mi da
altri segni per tornar
seguo il molo e il volo
è tondo intorno al mar
sgrano il mio rosario
chiedo fede da mostrar
gli altri poi pensino per sé
invitami se vuoi
sotto braccio a passeggiar
piove è tempo di partir
rosa e viola il cielo da venir
grido addio e corro per la via
m'inebrio di vapore
di ruggine e carbone
e brucio il mio berretto al re
pigra nostalgia
speranza vanità
entro nel bistrot
tutto scordo e tutto so
luce di ventana
faro del mattino
sfogliami se puoi
il verde fiore del destino
gli altri poi pensino per sè
invitami se vuoi
sotto braccio a passeggiar
piove è tempo di partir
rosa e viola il cielo da venir
grida addio e gettami per via
m'esalto e poi m'ammalo di poesia
di dubbi in libertà...
Mas a América
Mas que confusão
o sabiá canta pro rei
o vento não me dá
outros sinais pra voltar
sigo o cais e o voo
é redondo em volta do mar
rezo meu terço
peço fé pra mostrar
os outros que pensem por si
me chama se quiser
de braço dado pra passear
chove, é hora de partir
rosa e roxo o céu a vir
grito adeus e corro pela rua
me embriago de vapor
de ferrugem e carvão
e queimo meu boné pro rei
preguiçosa nostalgia
esperança e vaidade
entro no bistrot
tudo esqueço e tudo sei
luz da janela
farol da manhã
folheia-me se puder
o verde flor do destino
os outros que pensem por si
me chama se quiser
de braço dado pra passear
chove, é hora de partir
rosa e roxo o céu a vir
grita adeus e me joga na rua
me exalto e depois me enfermo de poesia
de dúvidas em liberdade...