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Quarto Soneto de Meditação
Vinicius de Moraes
Cuarto Soneto de Meditación
Quarto Soneto de Meditação
Asustado despierto, en la oscuridad. El resplandorApavorado acordo, em treva. O luar
Es como el espectro de mi sueño en míÉ como o espectro do meu sonho em mim
Y sin destino, y loco, soy el marE sem destino, e louco, sou o mar
Patético, sonámbulo y sin fin.Patético, sonâmbulo e sem fim.
Desciendo en la noche, envuelto en sueño; y los brazosDesço na noite, envolto em sono; e os braços
Como imanes, atraigo el firmamentoComo ímãs, atraio o firmamento
Mientras los brujos, viejos y libertinosEnquanto os bruxos, velhos e devassos
Silban sobre mí en la voz del viento.Assoviam de mim na voz do vento.
¡Soy el mar! ¡soy el mar! mi cuerpo informeSou o mar! sou o mar! meu corpo informe
Sin dimensión y sin razón me llevaSem dimensão e sem razão me leva
Hacia el silencio donde el Silencio duermePara o silêncio onde o Silêncio dorme
Enorme. Y como el mar dentro de la oscuridadEnorme. E como o mar dentro da treva
En un constante arrojo amplio y afligidoNum constante arremesso largo e aflito
Me despedazo en vano contra el infinito.Eu me espedaço em vão contra o infinito.



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