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Na Escuridão da Serra

Vinterriket

Im Dunkel des Höhenzuges

[In The Darkness Of The Mountain Range]

Ich richte meine Augen über den Höhenkamm
und blicke in die neblige Unendlichkeit.
Schroffe Felsen ragen aus dem eisigen Schnee
und glänzen dunkelgrau in der Nacht.
Ich steige langsam den frostigen Pfad empor
und suche die kalte Einsamkeit.
Silbernes Mondeslicht durchbricht
sporadisch die Wand der Winternebel
und taucht die Gipfel in ein magisches Licht.

Dunkelheit bricht sich am Horizont,
ergießt sich über den kargen Höhenzug.
Eisstürme ziehen über die kahlen Kuppen,
bedecken die Berge mit Schnee und Frost.
Die unsägliche Trostlosigkeit dieser eisigen Höhe
füllt erbarmungslos das verlassene Land.
Ein Hauch von Endlichkeit
begleitet die Winterstürme
in Richtung des dunklen Horizontes.
Ich erstarre vor Ehrfurcht.

Na Escuridão da Serra

[Na Escuridão da Serra]

Eu olho para o alto da montanha
E encaro a névoa sem fim.
Rochas íngremes se erguem da neve fria
E brilham cinza-escuro na noite.
Vou subindo devagar pelo caminho gelado
E busco a fria solidão.
A luz prateada da lua atravessa
Esporadicamente a parede da névoa de inverno
E mergulha os picos em uma luz mágica.

A escuridão se quebra no horizonte,
Derrama-se sobre a árida serra.
Tempestades de gelo passam pelos cumes nus,
Cobrem as montanhas com neve e frio.
A insuportável desolação dessa altura gelada
Enche implacavelmente a terra abandonada.
Um sopro de finitude
Acompanha as tempestades de inverno
Em direção ao horizonte sombrio.
Eu congelo de admiração.

Composição: