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Um Estranho Na Minha Banheira

Franco De Vita

Un Extraño En Mi Bañera

Con la boca amarga y seca
Que el peligro esta tan cerca
Y mis ojos siempre alerta
Nunca sabes lo que piensa.

Sus miradas se lo cuentas
Le descubren le delatan
Y mis manos temblorosas
Van buscando cualquier cosa.

Hay un extraño aquí en mi casa
No es el mismo que yo ame
Es otro loco que anda suelto
Y ya me veo mañana en primera plana.

Hay un extraño en mi bañera
Con alcohol entre sus venas
Y no me atrevo ni a toser
Que el último morado aun sigue marcado.

La verdad no te conozco
Nunca se por donde vienes
Al principio era distinto
No había más que vinotinto.

Y con el pasar del tiempo
Hoy pasa, pasa de todo
Y es mejor no estar tan cerca
Por si acaso le entra el moro.

Hay un extraño aquí en mi casa
No es el mismo que yo ame
Es otro loco que anda suelto
Y ya me veo mañana en primera plana.

Hay un extraño en mi bañera
Trae de todo entre sus venas
Y no me atrevo ni a toser
Que el último morado aun sigue marcado.

Hay mujeres que lo viven y lo esconden
Y que sufren en silencio porque nadie les responde
Y quien lo iba a decir que lo que tanto quería
Terminaría algún día arrancándole la vida.

Y a pesar del ruido de los golpes y los gritos
Saldría de nuevo absuelto por falta de testigos
Y prometen y aseguran que no volverá a pasar
Pero cuanto han mentido, hasta cuando mentirán.

Hay un extraño aquí en mi casa
No es el mismo que yo ame
Es otro loco que anda suelto
Y ya me veo mañana en primera plana.

Si no fuera por el miedo
Que me metes en el cuerpo
Me lo cayo me lo trago
Que aun te quiero bueno y sano.

Um Estranho Na Minha Banheira

Com a boca amarga e seca
Que o perigo tá tão perto
E meus olhos sempre alerta
Nunca sabe o que pensa.

Seus olhares contam tudo
Te descobrem, te entregam
E minhas mãos trêmulas
Vão buscando qualquer coisa.

Tem um estranho aqui na minha casa
Não é o mesmo que eu amei
É outro doido que tá solto
E já me vejo amanhã na primeira página.

Tem um estranho na minha banheira
Com álcool nas veias
E não me atrevo nem a tossir
Que a última marca ainda tá visível.

A verdade é que não te conheço
Nunca sei por onde você vem
No começo era diferente
Só tinha vinho tinto.

E com o passar do tempo
Hoje acontece de tudo
E é melhor não ficar tão perto
Caso ele fique nervoso.

Tem um estranho aqui na minha casa
Não é o mesmo que eu amei
É outro doido que tá solto
E já me vejo amanhã na primeira página.

Tem um estranho na minha banheira
Traz de tudo nas veias
E não me atrevo nem a tossir
Que a última marca ainda tá visível.

Tem mulheres que vivem e escondem
E que sofrem em silêncio porque ninguém responde
E quem diria que o que tanto amava
Um dia acabaria tirando a vida.

E apesar do barulho dos golpes e gritos
Sairia de novo livre por falta de testemunhas
E prometem e garantem que não vai acontecer de novo
Mas quanta mentira, até quando vão mentir.

Tem um estranho aqui na minha casa
Não é o mesmo que eu amei
É outro doido que tá solto
E já me vejo amanhã na primeira página.

Se não fosse pelo medo
Que você coloca no meu corpo
Eu calo, eu engulo
Que ainda te quero bem e são.

Composição: Franco de Vita