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Cor do Amanhã

Vocal Dos

Color Del Alba

Para el hombre que trabaja
Y en los montes deja el jugo
Se enciende un alba de yugo
Cuchillo, caña y baraja

Decoración de las parras
Campos, casas y viñedos
Sol y música en los dedos
El alba de las guitarras

Si es muda ceniza, cobre
Que no brilla ni resuena
Triste, vendida y ajena
Es alba de gente pobre

Fulgor de un hacha violenta
Que al pueblo arroja de bruces
Sembrando el suelo de cruces
¡Alba de sangre y de afrenta!

Revienta salvas de vinos
De horror en su laberinto
Puñal sangrante en el cinto
Si es un alba de asesinos

Herrumbrando los llaveros
Sobre los hombres dormidos
Frior de rifles tendidos
¡Alba de los carceleros!

Capitán de resplandores
Que echa flores y claveles
Vino puro en los manteles
¡El alba de los cantores!

Alba destilada en rachas
De perfumados jazmines
Alba de amorosas crines
¡El alba de las muchachas!

Y hay hombres que entre los dientes
Llevan albas de emociones
Albas de hermosas canciones
¡Albas de los combatientes!

Cor do Amanhã

Para o homem que labuta
E nos montes deixa seu suor
Surge um amanhecer de fardo
Faca, cana e baralho

Decoração das parreiras
Campos, casas e vinhedos
Sol e música nos dedos
O amanhecer das guitarras

Se é cinza muda, cobre
Que não brilha nem ressoa
Triste, vendida e estranha
É amanhecer de gente pobre

Brilho de um machado violento
Que derruba o povo de cara
Sembrando o chão de cruzes
Amanhecer de sangue e afronta!

Estourando salva de vinhos
De horror em seu labirinto
Punhal sangrento no cinto
Se é um amanhecer de assassinos

Enferrujando os chaveiros
Sobre os homens adormecidos
Frio de rifles estendidos
Amanhecer dos carcereiros!

Capitão de resplendores
Que joga flores e cravos
Vinho puro nas toalhas
O amanhecer dos cantores!

Amanhecer destilado em rajadas
De perfumados jasmins
Amanhecer de crinas amorosas
O amanhecer das moças!

E há homens que entre os dentes
Carregam amanheceres de emoções
Amanheceres de belas canções
Amanheceres dos combatentes!

Composição: Carlos Noguera