exibições de letras 1.612

Violência da Poesia

Voz Impacta

Letra

    Mentalidade violenta essa é a realidade
    Pensamento vai e vem, mas só desfruta maldade
    Mais um pivete com uma arma assaltando o empresário
    Passa o dinheiro e a chave do seu carro importado
    Dia e noite na função querendo crescer na vida
    Vai ser mais um com a massa cefálica espalhada na pista
    Deitado em um caixão sem uma parte da cabeça
    Menos peso na terra essa é a certeza
    Infelizmente é a realidade dessa geração
    Mais uma morte registrada sem nenhuma punição
    Fatalidade consumada mais uma vida tirada
    Jovens preso ou morto pelos bandidos de farda
    Meus versos mandam verdade pra quem só ouvi mentira
    Sou mais um sobrevivente na periferia
    Faço rap realista pra acabar com as mortes no gueto
    Me calar pode tentar mais os meus versos já foram feito
    A morte cala o cantor, mas não cala quem aprecia
    A música daquele que lutou pela periferia
    Liberdade de expressão diz que temos direito
    Então porque quer nos calar se nos versos não faz efeito
    Sou apenas mais um excluído dessa sociedade
    Dou esperança pros jovens se livrar da malandragem
    Mais um negro da favela relatando os problemas
    Tirando a arma do pivete e atirando rima no sistema
    Sou justiceiro do rap, vou caminhando contra o vento
    Podem me criticar mas, meus versos não são violentos

    Entre o fogo das palavras e a violência da poesia
    Eu relato o dia-a-dia, favelas periferias
    Entre o fogo das palavras e a violência da poesia
    Ai promotor meu som não é apologia

    Entre o fogo das palavras e a violência da poesia
    Eu relato o dia-a-dia, favelas periferias
    Entre o fogo das palavras e a violência da poesia
    Ai promotor meu som não é apologia

    Entre o fogo das palavras entra em cena a burguesia
    A fome serve de coragem pra enquadrar um da classe rica
    Vendo o playboy cheio de marra ensanguentado no porta mala
    Implorando pro ladrão pra não ser jogado numa vala
    Isso não vai me comover não vou ter dó desse otário
    Quando tava na melhor descriminava o favelado
    Agora chora igual meu povo paga o preço sente a dor
    Vendo o ladrão te torturando igual no filme de terror
    É consequência do filho bastardo que sente ódio e pede vingança
    Seu herói virou bandido pra não ver morrer mais uma criança
    Futuro perdido que se vai na mira da polícia e da burguesia
    Um pacote de pão serve de motivo pra enquadrar mais um pai de família
    Acha que um salário-mínimo é o bastante pra viver
    Mais um prefere dessa forma descarregando sua pt
    Na cabeça safado que não pensou no seu povo
    Foi você que ativou seu homicídio doloso
    Então pensa duas vezes antes de me criticar
    Sou louco revoltado e ninguém vai me calar
    Só o choro da mãe que ver o seu assassinado
    Mais um número de estatística na contagem do estado
    Que só pensa em construir presídio e não escola
    Pras crianças que vão crescer mas, quem se importa
    Só o empresário quando um passa na blindagem do portão
    Já era eu quero tudo passa a senha do portão
    Minha rima não é violenta com pensamento criminoso
    Sou um simples favelado que acredita no meu povo

    Entre o fogo das palavras e a violência da poesia
    Eu relato o dia a dia, favelas periferias
    Entre o fogo das palavras e a violência da poesia
    Ai promotor meu som não é apologia

    Entre o fogo das palavras e a violência da poesia
    Eu relato o dia a dia, favelas, periferias
    Entre o fogo das palavras e a violência da poesia
    Ai promotor meu som não é apologia

    Entre o fogo das palavras e a violência da nossa rotina
    Não vejo o dinheiro que some das contas deixando o meu povo sem comida
    Aqui tem, policias corruptos esculachando a nossa gente
    Batem em pais de famílias e ainda chamam de indigente
    Não temos direito só porque somos favelados
    Até mesmo dentro da favela somos descriminados
    Um bando de burguês gringo quer vir pro brasil
    Descriminar e tirar foto do pivete com fuzil
    A minha poesia vai te fazer refletir
    A minha voz é impactante pro manos não desistir
    E passar por cima daqueles que querem ver a gente sofrendo
    Pois nunca desistiremos fique você sabendo
    Que entendo o lado do pivete que rouba e mata a burguesa
    Pra comer ficar feliz junto com a família na mesa
    Mas não entendo o lado do favelado que rouba a própria favela
    Se quer roubar rouba de quem tem pra não ir de otário pra uma cela
    Eu sou apenas mais um excluído favelado
    Mais nem por isso vou roubar um pobre assalariado
    Minha rima é a revolta que tanto perturba o empresário
    Mas também é o refúgio dos oprimidos revoltados
    A carnificina sanguinária promovida e mantida
    Que vira poesia nociva pros que finge uma boa rotina
    E é por isso que eu te pergunto cadê a burguesia
    Está trancada em casa com medo da periferia
    E tem que ser assim não vir pra cá pra nos julgar
    Hipócrita é aquele que ver isso como apologia

    Entre o fogo das palavras e a violência da poesia
    Eu relato o dia a dia, favelas periferias
    Entre o fogo das palavras e a violência da poesia
    Ai promotor meu som não é apologia

    Entre o fogo das palavras e a violência da poesia
    Eu relato o dia a dia, favelas periferias
    Entre o fogo das palavras e a violência da poesia
    Ai promotor meu som não é apologia


    Comentários

    Envie dúvidas, explicações e curiosidades sobre a letra

    0 / 500

    Faça parte  dessa comunidade 

    Tire dúvidas sobre idiomas, interaja com outros fãs de Voz Impacta e vá além da letra da música.

    Conheça o Letras Academy

    Enviar para a central de dúvidas?

    Dúvidas enviadas podem receber respostas de professores e alunos da plataforma.

    Fixe este conteúdo com a aula:

    0 / 500

    Opções de seleção