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Frio nos pés

Vuelo 505

Frío En Los Pies

Cierra bien la puerta el viento sopla en mi veleta y por si acaso
Abre las ventanas aunque a veces vengan balas desde abajo

Nunca me he atrevido a disparar, ellos tiran a matar
El tiempo me ha dado la razón y no me queda munición

Es mejor perder y no hacer ruido al esconder lo que fui
De pisar los charcos he mojado mis zapatos al venir

Algún día habrá que ser valiente, hora de apretar los dientes
Algo raro se cocina ahí fuera, suenan tambores de guerra

Puede que no sepa volver, hasta ver amanecer
Mira, ha llegado el invierno y estoy harto de eneros tengo frío en los pies

Tengo en las entrañas agujeros de metralla que no duelen
Cuando viene Mayo y las flores ponen el cazo porque llueve

Y las nubes dejan paso al Sol, va secando el chaparrón
Todo lo que voy dejando atrás son gotas en el cristal

Puede que no sepa volver, hasta ver amanecer
Mira, ha llegado el invierno y estoy harto de eneros tengo frío en los pies

Frio nos pés

Feche a porta bem o vento sopra no meu cata-vento e só no caso de
Abra as janelas, embora às vezes as balas venham de baixo

Eu nunca ousei atirar, eles atiram para matar
O tempo me provou certo e não há mais munição

É melhor perder e não fazer barulho ao esconder o que eu era
Para pisar nas poças, molhei meus sapatos quando

Algum dia você tem que ser corajoso, hora de cerrar os dentes
Algo estranho é cozinhar lá fora, tambores de som de guerra

Você pode não saber como voltar, até ver o nascer do sol
Olha, o inverno chegou e eu estou farto de eneros Eu estou com frio em meus pés

Eu tenho buracos de estilhaços nas entranhas que não machucam
Quando May chega e as flores colocam o balde porque chove

E as nuvens dão lugar ao sol, secando o chuveiro
Tudo o que eu estou deixando para trás são gotas no vidro

Você pode não saber como voltar, até ver o nascer do sol
Olha, o inverno chegou e eu estou farto de eneros Eu estou com frio em meus pés

Composição: Rubén Fernández-Soto