Afano
24/7 yo trabajo (no paro)
Para ganar siempre un poco (no paro)
Pero siempre faltan fajos (no paro)
¡¿Acaso se los llevan otros?!
Trabajo tan duro toda la semana
Y el fin de semana
Mi mente se emana en ver cómo gana
Las cosas tan claras a la cara
La comida es cara
La gente avala a la gente avara
Y no valen nada
Si el gatillo jalan y matan al cana
Que él se buscaba pagar to' su casa
Le roban la plata y se compran un zara
Que ya lo miraban cuando trabajaban
En el político que siempre lo usaba
Pero él no mató nunca a nadie ni a nada
Y el guante blanco super bien le quedaba
Que era de zara
Una marca importada
Mientras la bandera nacional izaba
La industria se hacía nacionalizada
Y así nació la nación de la nada
Habito en la jungla como un leopardo
Yo no tengo miedo, nunca me acobardo
Me siento un pájaro arriba de un árbol
Siempre estoy al filo y nunca me caigo
Me traen muchas drogas y nunca me distraigo
No entiendo cómo puede haber tantos narcos
Y marco polos gobernantes en barcos
¡¿Prefieren tenernos estupidizados?!
Mi padre a los 13 él vendía diario
Los precios subían, se inflaban a diario
Hoy tiene 50 y no es lo contrario
Todos sumando sumas al sumario
Y yo a un costado con bonos cambiarios
Que no los acepta nunca el bancario
Yo emprendí, fui un mini empresario
Preso del peso del peso a diario
Desprecios de precios que son necesarios
No importa la moneda si no el kiosco del barrio
Trabajo de noche hasta la mañana
Trabajo de lunes a la otra semana
Me cierran las puertas y rompo ventanas
O abro una huerta y vendo manzanas
Trabajo por tener un poco de plata
Y el [kiosco/poco] se va cuando alguien se lo afana
24/7 yo trabajo (no paro)
Para ganar siempre un poco (no paro)
Pero siempre faltan fajos (no paro)
¡¿Acaso se los llevan otros?!
24/7 yo trabajo (no paro)
Para ganar siempre un poco (no paro)
Pero siempre faltan fajos (no paro)
¡¿Acaso se los llevan otros?!
El dólar en suba, el mercado fluctúa
La gente evalúa, algunos evacúan
Como de la rua, algunos avispados ven en Cuba
Shh
Los niños muriéndose de hambre en la cuna
Jujeños muriéndose de hambre en la puna
La gente en la calle muriendo de hambruna
Porque no hay asado si hay carne vacuna
Wacho say boy?
Roubo
24/7 eu trabalho (não paro)
Para sempre ganhar um pouco (não paro)
Mas sempre faltam maços (não paro)
Será que outros os levam?!
Trabalho tão duro a semana toda
E no fim de semana
Minha mente se esvai vendo como ganha
As coisas tão claras na cara
A comida é cara
As pessoas apoiam as pessoas avarentas
E não valem nada
Se o gatilho é puxado e matam o policial
Que ele estava tentando pagar sua casa
Roubam seu dinheiro e compram uma marca
Que já o olhavam quando trabalhavam
No político que sempre os usava
Mas ele nunca matou ninguém nem nada
E a luva branca lhe caía muito bem
Que era de marca
Uma marca importada
Enquanto a bandeira nacional era hasteada
A indústria se tornava nacionalizada
E assim nasceu a nação do nada
Habito na selva como um leopardo
Não tenho medo, nunca me acovardo
Me sinto um pássaro em cima de uma árvore
Sempre estou na beira e nunca caio
Me trazem muitas drogas e nunca me distraio
Não entendo como pode haver tantos narcos
E marco polos governantes em barcos
Preferem nos manter estupidificados?!
Meu pai aos 13 anos vendia jornais
Os preços subiam, inflavam diariamente
Hoje ele tem 50 e não é o contrário
Todos somando somas ao sumário
E eu de lado com bônus cambiais
Que o bancário nunca aceita
Eu empreendi, fui um mini empresário
Preso ao peso do peso diariamente
Desprezos de preços que são necessários
Não importa a moeda, mas o quiosque do bairro
Trabalho de noite até a manhã
Trabalho de segunda até a outra semana
Me fecham as portas e quebro janelas
Ou abro uma horta e vendo maçãs
Trabalho para ter um pouco de dinheiro
E o [quiosque/pouco] vai embora quando alguém o rouba
24/7 eu trabalho (não paro)
Para sempre ganhar um pouco (não paro)
Mas sempre faltam maços (não paro)
Será que outros os levam?!
24/7 eu trabalho (não paro)
Para sempre ganhar um pouco (não paro)
Mas sempre faltam maços (não paro)
Será que outros os levam?!
O dólar em alta, o mercado flutua
As pessoas avaliam, alguns evacuam
Como De la Rúa, alguns espertos veem em Cuba
Shh
As crianças morrendo de fome no berço
Jujeños morrendo de fome na puna
As pessoas na rua morrendo de fome
Porque não há churrasco se não há carne bovina
Wacho, diga, garoto?