Violinos Não Envelhecem
Walber Costa
Deitados um ao lado do outro
Sem se tocarem, sem desejo
Amar de forma apaixonada e impossível
Separados um do outro pela vida
A distância não se apaga, ela ascende o amor
O poder da memória e da saudade
Continuo a te amar pelo resto da minha vida
Até que a morte nos junte eternamente
Todos se precipitavam para te ver
Procuravam te seguir com seus olhos ávidos
O encontro das palavras e a beleza da voz
Você tomou conta do meu pensamento e corpo
A distância não se apaga, ela ascende o amor
O poder da memória e da saudade
Continuo a te amar pelo resto da minha vida
Até que a morte nos junte eternamente
Amar comovente é o amor ferido
O amor feliz não fala, ele faz
A sua história é uma ferida na minha própria carne
O amor ignora os abismos do tempo
A separação dos corpos
Leva a união de nossos corações
Nossa paixão se inflamou cada vez mais
Continuo a te amar pelo resto da minha vida
O poder da memória e da saudade
Até que a morte os tomasse eternamente
E eu sofria sem cessar
Com medo que a morte pudesse te levar
De dia, atormentado
De noite, afligido
Tentando enganar o destino
A morte é muito astuta
Ela ataca no momento em que não se espera
De uma forma não prevista
Havia os desejos dos tolos
Havia as palavras prudentes
Os avós morrem
Os pais morrem
Os filhos morrem
Resta a capacidade de ternura
Resta a vontade de chorar
Resta a vontade de sonhar
E sempre restará, a vontade de te amar



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