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Aquela Velha Mangubeira

Wallash Tom

Letra

    Há! Quantas saudades que tenho
    Daquela velha Mangubeira
    Sozinha e triste como o tempo
    Mas firme e forte a qual quer vento
    Das tardes quentes ao seu leito
    Sinto fortes saudades em meu peito
    De seu relento frio ao centro

    Naquela sombra de paz
    Eu sentia tamanho amor
    Corria pra frente, corria pra trás
    Ali não sentia calor
    Pois seus galhos eram asas
    Suas raízes minha casa
    Meu perfume sua flor

    A morada dos meus sonhos
    Numa aventura de uma criança
    Na face feliz da bonança
    A gente não sentia medo
    A mãe natureza era proteção
    Ainda é grande a admiração
    Era sem limites seu cortejo

    Na mais pura da inocência
    Das fortes chuvas de inverno
    O barulho era assustador
    Lá ela como um forte domador
    Um touro valente brutal
    Um doce e destemido animal
    Jamais sentia qual quer dor

    Aquela velha Mangubeira
    Debruçada sobre a estrada
    Protegendo a caminhada
    Ensinando sobre o amor
    Mostrando a tranquila paz
    Cultivando como se faz
    Plantar e regar o amor

    Não há quem não respeita
    Sua história sua dor
    Nasci vendo a de pé
    Cresci vendo a com fé
    Levarei saudades eternas
    Das sombras frias e internas
    Que amparava a todo Zé

    Aquela velha Mangubeira
    Tão leve era a poeira
    Rastejavam folhas rasteiras
    E a gente imaginava qual quer besteira
    Ao ouvir barulho do vento
    Que assoprava naquele momento
    Na inocência criança bobeira

    É de tristeza profunda
    É de partir o coração
    Que nunca alguém ter feito
    Algum ato de proteção
    Para manter viva a sua glória
    Uma centenária história
    De paixões e comunhão

    Merecia era muito mais
    Uma cerca ou um canteiro
    Pra manter viva e verdadeira
    Tão grandiosa e majestosa
    Simbólica grossense de amor
    Que aos prantos se arrasta
    Que na morte se alastra
    Tirando a paz ao seu clamor

    Aquela velha Mangubeira
    Que a tantos deu o seu fruto
    Rendendo o produto bruto
    Do dinheiro e do produto
    Centenária árvore da vida
    Firme forte e valente
    Vamos gritar forte minha Gente
    E salvar essa mãe querida

    Como são incríveis suas lendas
    Como são belas suas histórias
    Que rendem muitas vitórias
    Dos encontros e festivais
    Das comemorações da escola
    Das brincadeiras de bola
    Que não acontecem mais

    E quando a noite surgia
    Alguns namorados se via
    A se encostar sobre sua saia
    Na espera para a viagem
    O povo todo se reunia
    Todos na mesma fragrância
    Era difícil não fazer relutância
    De qual perfume sentia

    Que não seja só uma homenagem
    Mais a esperança e a paz
    Para essa guerreira centenária
    Ao dedicar minhas palavras
    Que façam mais por sua honra
    Que lutem protejam em ronda
    Sua vida com minhas falas

    Aquela velha Mangubeira
    Que quase caindo aos chão
    Mantém firme a história
    Mostrando a toda hora
    Aos novos e recém-chegados
    Que por lá já tem agrado
    Com valor na sua história

    Um abraço bem apertado
    Desse seu fiel filho
    Desse seu amado amigo
    Que lhe escrevo humildemente
    Implorando para toda a gente
    Que cuidem com mais carinho
    Desse ninho de passarinho
    Do meu amado Grossos
    Que já não faço esforços
    Pra demonstrar o tanto que sinto


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