exibições de letras 26

Tributo a Zé Limeira

Walter Lajes

Letra

    Acordei de madrugada
    Com o rádio na cabeceira
    Quando um táli de Ambrósio
    Falava de Zé Limeira
    O poeta do absurdo
    De poesia matreira!

    Num acorde urinário
    Noite masturbando o dia
    Defequei embriaguês
    Engoli cevada fria
    E um cachorro amarelo
    Me olhava e se ria

    Sonhei com um velho padre
    Com seu jeito militar
    Disputando palitinho
    Com um ET a gargalhar
    Vi puta bebendo Cuba
    Sem assim Fidel deixar

    Um inseto rola-bosta
    Quando viu latrina cheia
    Ponteou sua viola
    Adulando uma mulher feia
    Que tava embaixo da pia
    Coando café na meia

    Penso cá com meus botões
    Quanto me sinto pelado
    Feito banana sem casca
    Sob um Sol enluarado
    Montado na minha jega
    Que peidava engarrafado!

    No dia em que chove vulva
    Se plantando tu me dá
    Tem mil meu, com mil seu
    Nem precisa calcular
    Se em tua roça tem zimpim
    Vende quatro pés pra cá

    Só mora nesse país
    Quem sabe beijar banguela
    O que lasca é a bundinha
    Quem bota na manivela?
    Fecha a luz e apaga a porta
    Pega nos peitinhos dela!

    Eu fico meio iveréve
    Comendo um tarrabufado
    Respeito quem tem proscóide
    Pois não sou disnibruado
    Licuri é o cabrunco
    Que nasceu pra ser quebrado!

    Meu tino é o desatino
    Que poucos entenderão
    Pois jacaré na lagoa
    Numa noite de São João
    Tanto bate o pé que fura
    Cai aqui na minha não!


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