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Costumes do Meu Pago

Walther Morais

Letra

    Como é bonito se chegar numa fazenda
    Dando oh, de casa e o peão caseiro receber
    Dizendo, apeia, companheiro, e vá chegando
    Que, no galpão, tem água pura pra beber

    O índio apeia e vai tirando o chapéu
    Cumprimentando, assim, todos de mão em mão
    E, em seguida, desencilha e larga o pingo
    E se aprochega pra roda de chimarrão

    São costumes dos meu pago, velho Rio Grande campeiro
    Não me canso de cantar esse garrão brasileiro
    São costumes dos meu pago, velho Rio Grande campeiro
    Não me canso de cantar esse garrão brasileiro

    Como é bonito reparar lá na mangueira
    Um piazinho dando pealo de cucharra
    A cachorrada quando uiva espantando o gado
    E a peonada no serviço em algazarra

    Tiro de laço é lindo de sobre lombo
    Conforme o tombo, pode até quebrar a rês
    E, se quebrar, sempre se aproveita a carne
    E se reparte c'os vizinhos outra vez

    São costumes dos meu pago, velho Rio Grande campeiro
    Não me canso de cantar esse garrão brasileiro
    São costumes dos meu pago, velho Rio Grande campeiro
    Não me canso de cantar esse garrão brasileiro

    Como é bonito uma família gaúcha
    E ala pucha! Sou suspeito pra falar
    Pois o respeito se aprende desde pequeno
    A ouvir calado o que os grandes tem pra contar

    Como é bonito a bênção que se pede aos pais
    E o beijo amigo que a mãe dá antes de deitar
    É lindo mesmo ver o guri levantar-se
    E insistindo pro mais velho se sentar

    São costumes dos meu pago, velho Rio Grande campeiro
    Não me canso de cantar esse garrão brasileiro
    São costumes dos meu pago, velho Rio Grande campeiro
    Não me canso de cantar esse garrão brasileiro

    Como é bonito se escutar de madrugada
    Uma cordeona e um violão dando gemidos
    Pois se sonha mesmo estando acordado
    E se encontra tudo que já foi perdido

    Como é bonito reviver os bons momentos
    De alegrias e vitórias conquistadas
    De madrugadas mal dormidas e vividas
    E o pensamento nos braços da prenda amada

    São costumes dos meu pago, velho Rio Grande campeiro
    Não me canso de cantar esse garrão brasileiro
    São costumes dos meu pago, velho Rio Grande campeiro
    Não me canso de cantar esse garrão brasileiro

    Velho Rio Grande campeiro, esse garrão brasileiro
    Velho Rio Grande campeiro, esse garrão brasileiro
    Velho Rio Grande campeiro, esse garrão brasileiro


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