A história por trás de Drão, de Gilberto Gil

Drão é uma das músicas mais tocantes da MPB e um dos maiores sucessos de Gil. Entenda seu significado → 

Baseada numa história real

Lançada em 1982, Drão foi composta para a terceira esposa de Gil, Sandra Gadelha, que recebeu carinhosamente o apelido Drão, dado por Maria Bethânia.A música foi escrita num momento de separação e a letra consegue expressar perfeitamente as dores deste processo.

Depoimento de Gil

Sobre a canção, Gil conta no livro Todas As Letras (Cia das Letras, 2000):Sua criação apresentou altos graus de dificuldades porque ela lidava com um assunto denso – o amor e o desamor, o rompimento, o final de um casamento; porque era uma canção para Sandra e para mim. “Como é que eu vou passar tantas coisas numa canção só?”, eu me perguntava.

Gilberto Gil e Sandra Gadelha começaram o namoro em 1968, em pleno movimento Tropicalista. Em dezembro, Gil e Caetano foram presos devido ao AI-5, quando a ditadura militar atingiu seu ápice.Pouco tempo depois, Gilberto se casou com Drão e eles fugiram em exílio para Londres.

Gil e Caetano em Londresto

Com Sandra, teve três filhos: Pedro, Preta e Maria Gil. Em 1979, o casal começou o seu processo de separação.Durante o tempo que passaram juntos, Gil compôs também a canção Sandra para sua mulher. Em contraste a Drão, a música é mais positiva, e fala sobre quando a relação começou.

Sobre as músicas, Sandra disse à revista Marie Claire:Engraçado que Gil mesmo não me chamava de Drão. Antes havia feito a música “Sandra”. Já “Drão” marcou mais. Estávamos separados havia poucos dias quando ele fez a canção. Ele tinha saído de casa, eu fiquei com as crianças. Um dia passou lá e me mostrou a letra. Achei belíssima.

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