De Imperatore II
Abîmé dans mon repaire
De mélancolie amère
Je vois dépourvu d'amour
S'éteindre les feux du jour
Si seulement la nuit celait
Consolation et paix
Ma peine serait endormie
Mais la nuit est pleine de cris
Et moi tel un enfant perdu
Qui tremble de peur dans les nues
Oh !que ne suis-je poussière
Pour ainsi fuir Ma misère
Mais Je ne vois que la ruée
Des armées déchaînées
Puisse un linceul de tristesse
Doucement recouvrir ma détresse
Sonne le glas
Apporte-moi le trépas
Verse des pleurs
De tristesse et de malheur
Qui figeront
L'écume des générations
Dans Mon image
Modèle trompeur de courage
" A travers le granit immortel que marchent les enfants de la nuit
qui, traversant de siècles obscurs, me sculpteront un nom, un
témoignage qui survivra aux âges des âges, à toutes les agonies,
à toutes les catastrophes "
En extase, en agonie
Retentissent les voix honnies
Résonnant dans les abîmes
Entonnant leurs funèbres hymnes
Déchirant la nuit de leurs
Ongles ensanglantés de pleurs
Défilent mes souvenirs
Au son d'une minérale lyre
Reniés par mes aînés
Par mes frères redoutés
Je recherche l'estime
Outre-tombe, au-delà des crimes
Qu'un éternel mausolée
Soit pour moi édifié
Et ma quête d'amour par le sang
Finira dans l'oubli des temps
De Imperador II
Perdido na minha toca
De melancolia amarga
Vejo sem amor
Se apagarem as luzes do dia
Se ao menos a noite escondesse
Consolo e paz
Minha dor estaria adormecida
Mas a noite está cheia de gritos
E eu, como uma criança perdida
Tremendo de medo nas nuvens
Oh! Como eu queria ser poeira
Para assim fugir da minha miséria
Mas só vejo a correria
De exércitos enfurecidos
Que um manto de tristeza
Suavemente cubra minha angústia
Toca o sino
Traga-me a morte
Derrame lágrimas
De tristeza e desgraça
Que congelarão
A espuma das gerações
Na minha imagem
Modelo enganador de coragem
"Através do granito imortal que caminham os filhos da noite
que, atravessando séculos obscuros, esculpirão para mim um nome, um
testemunho que sobreviverá aos tempos, a todas as agonias,
a todas as catástrofes"
Em êxtase, em agonia
Ressoam as vozes malditas
Ecoando nos abismos
Entoando seus hinos fúnebres
Rasgando a noite com seus
Unhas ensanguentadas de lágrimas
Desfilam minhas memórias
Ao som de uma lira mineral
Renegadas por meus antepassados
Por meus irmãos temidos
Busco a estima
Além-túmulo, além dos crimes
Que um eterno mausoléu
Seja para mim erguido
E minha busca por amor pelo sangue
Acabe no esquecimento dos tempos