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Negado pelo Útero

Weeping Birth

Denied by the Womb

For claws and teeth shall rip my tortured heart out
I will bear revelation so stout
And behold denied foetusses pass away
As yearning for revenge my soul silently raises
Some wounds time cannot efface
But blasting betrayal will soon surface
Will the blind womb ever comprehend?
Will my raging ordeal ever end?

And this enthralling mirror
Concealed all but decline and horror
Lurking through night's childish terror
Soon enshrouded in dust
Powerless I gaze at the overcoming rust
Bound in betrayal I nothing trust

I swear revenge...

Release the wolf and scream
For the nocturnal hordes will rush into my dreams
And fast dying embers will elude my grasps
Desperate weeping revealed at last
Thus acting in life like in a vain grandiloquent theatre
The womb bred my hatred even intenser

Denied by the womb
And brought forth into a tomb
Sent to coldness was I
Doomed to stare at nothingness's single eye
Love is a lie
A lie to hide and deny
Face the ruins and die
Through endless sighs we were all born to cry

Marching in winter's night
And beholding my life eaten away by blight
I crawl alone sorrowful and frail
Thus drips my soul in infinite trails

Negado pelo Útero

Pois garras e dentes vão rasgar meu coração torturado
Eu suportarei uma revelação tão firme
E eis que os fetos negados se vão
Enquanto o desejo de vingança minha alma silenciosamente levanta
Algumas feridas o tempo não pode apagar
Mas a traição explosiva logo vai aparecer
O útero cego algum dia vai compreender?
Meu tormento furioso algum dia vai acabar?

E este espelho fascinante
Escondeu tudo, menos a decadência e o horror
Espreitando pelo terror infantil da noite
Logo envolto em poeira
Impotente, eu olho para a ferrugem que se acumula
Atado à traição, nada confio

Eu juro vingança...

Libere o lobo e grite
Pois as hordas noturnas vão invadir meus sonhos
E as brasas que rapidamente morrem vão escapar das minhas mãos
Chorando desesperadamente, revelado enfim
Assim agindo na vida como em um teatro grandiloquente e vaidoso
O útero gerou meu ódio ainda mais intenso

Negado pelo útero
E trazido para um túmulo
Enviado ao frio fui eu
Condenado a encarar o único olho do nada
O amor é uma mentira
Uma mentira para esconder e negar
Encare as ruínas e morra
Através de suspiros sem fim, todos nós nascemos para chorar

Marchando na noite de inverno
E vendo minha vida sendo devorada pela praga
Eu rastejo sozinho, triste e frágil
Assim minha alma goteja em trilhas infinitas

Composição: Vladimir