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Sósia

Wélerson Recalcatti

Doppelganger

Four eyes staring in one direction
A naked presence, a strange connection
A ghostly bond, a mirrored soul
Two halves trying to make one whole

The world is seen through mirrored faces
Two minds in distant, haunted places
A living link that splits apart
The beating mind, the dreaming heart

A cursed decree, a law unseen
Paranormal in its scheme
Like actors in a shadow play
Where truth and madness drift away

Bad luck walks close with quiet breath
Along this path of dull, slow death
Feet on ashes, souls betrayed
Men who leapt and lives they gave

Come forth, O omen of the end
The Doppelgänger shall descend
A perfect mask, a flawless lie
Anomaly with a deceiving eye

Invisible to common sight
The tale unfolds in creeping night
A likeness pure, yet not quite right
The world around begins to bite

The darker side, the evil twin
The nightmare clawing deep within
A cursed reflection, doomed from birth
A haunting echo across the Earth

It lives where all our dreams decay
Where color fades and turns to grey
Where fear lies sleeping, bound and still
And shadows bend to silent will

Come forth, O omen of the end
The Doppelgänger shall descend
A perfect mask, a flawless lie
Anomaly with a deceiving eye

A harbinger of chaos near
Its mouth is dry, its gaze severe
A puppet weeps within the glass
As time and self begin to pass

Go seek your shelter in decay
Where fractured memories drift away
Forgotten thoughts in shattered halls
Conceal the truth behind the walls

Come forth, O omen of the end
The Doppelgänger shall descend
A perfect mask, a flawless lie
Anomaly with a deceiving eye

Sósia

Quatro olhos olhando em uma direção
Uma presença nua, uma conexão estranha
Um laço fantasmagórico, uma alma espelhada
Duas metades tentando formar um todo

O mundo é visto através de rostos espelhados
Duas mentes em lugares distantes e assombrados
Um elo vivo que se separa
A mente pulsante, o coração sonhador

Um decreto amaldiçoado, uma lei invisível
Paranormal em seu esquema
Como atores em uma peça de sombras
Onde a verdade e a loucura se afastam

A má sorte caminha perto com um sopro silencioso
Ao longo deste caminho de morte lenta e sem graça
Pés sobre cinzas, almas traídas
Homens que saltaram e vidas que deram

Vem à tona, ó presságio do fim
O sósia irá descer
Uma máscara perfeita, uma mentira impecável
Anomalia com um olhar enganador

Invisível à vista comum
A história se desenrola na noite que se arrasta
Uma semelhança pura, mas não exatamente certa
O mundo ao redor começa a morder

O lado mais sombrio, o gêmeo maligno
O pesadelo arranhando fundo dentro
Um reflexo amaldiçoado, condenado desde o nascimento
Um eco assombroso por toda a Terra

Ele vive onde todos os nossos sonhos apodrecem
Onde a cor desaparece e se torna cinza
Onde o medo dorme, preso e imóvel
E as sombras se curvam à vontade silenciosa

Vem à tona, ó presságio do fim
O sósia irá descer
Uma máscara perfeita, uma mentira impecável
Anomalia com um olhar enganador

Um arauto do caos próximo
Sua boca está seca, seu olhar é severo
Uma marionete chora dentro do vidro
Enquanto o tempo e o eu começam a passar

Vá buscar seu abrigo na decadência
Onde memórias fragmentadas se afastam
Pensamentos esquecidos em corredores quebrados
Escondem a verdade atrás das paredes

Vem à tona, ó presságio do fim
O sósia irá descer
Uma máscara perfeita, uma mentira impecável
Anomalia com um olhar enganador

Composição: Wélerson Recalcatti