
Amsterdã
WILL SANTT
Quando o meu amor puser os pés na minha avenida
Meu fogão à lenha o café já aquecia
O meu samba alegre já cantava na cozinha
Pelas ruas de Ipanema você me ouvia
E virias hipnotizada no meu canto
Nessa história, eu te faço amor de Monalisa
Tu me segue com o olhar de uma pura malícia
Meu desejo afã prum beijo não te resistia
E para ouvir teu nome
O mar deságua, e o Sol já brilha no horizonte
O Corcovado esconde
A minha cara
E o beijo que ficou pra ontem
Vem só depois de amanhã
Depois das três da manhã
Beijo doce de hortelã
Neste frio de Amsterdã
Boca que atrai, um ímã
Quando o meu peito alegre um dia virar dança e cor
Meu batuque de pandeiro é Olodum, é Salvador
Teu balanço de morena me remete ao meu pelô
Teu corpo suado, meu encanto, cê me bagunçou
Peço ao tempo que se vá mais lento para eu te amar
No silêncio de uma noite escura ou à beira-mar
Beije, cale, deixe o estranho, sinta o canto, venha cá
Deixe o estranho que o desejo, meu desejo é desejar
E para ouvir teu nome
O mar deságua, e o Sol já brilha no horizonte
O Corcovado esconde
A minha cara
E o beijo que ficou pra ontem
Vem só depois de amanhã
Depois das três da manhã
Beijo doce de hortelã
Neste frio de Amsterdã
Vem só depois de amanhã
Depois das três da manhã
Beijo doce de hortelã
Neste frio de Amsterdã
Boca que atrai, um ímã
Um ímã



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