El Antifaz
El antifaz que tu mata cubría
Cayó para exhibirte tal como eres
Yo te creí distinta a otras mujeres
Y fui feliz pensando que eras mía
Pero aquel antifaz que por fortuna
No fuera un antifaz de terciopelo
Al descorrer de tu existencia el velo
Me mostró tus infamias, una a una
Oh, divino antifaz, oh, mi mejor amigo
Tu que fuiste testigo de su vida falaz
No vuelvas a cubrir otro rostro divino
Que nos brinde el destino para hacernos sufrir
¿matarte? ¿para que? no soy tan necio
¿maldecirte? tampoco
¿quién pretende lanzar su maldición a la que ofende?
Cuando no se merece ni el desprecio
Tu seguirás tu vida, yo la mía
Sufriendo parecidos desengaños
Y quizás con el paso de los años
Vuelva a encontrarte en mi camino un día
Y si llegaras a mí como las pordioseras,
Te daré lo que quieras
Porque yo prometí al divino antifaz que llevabas contigo
Socorrer al mendigo sin mirar hacia atrás.
A Máscara
A máscara que você usava
Caiu pra te mostrar como você é
Eu te achei diferente das outras mulheres
E fui feliz pensando que você era minha
Mas aquela máscara que por sorte
Não era um pano de veludo
Ao descortinar a sua existência, o véu
Me mostrou suas infâmias, uma a uma
Oh, divina máscara, oh, meu melhor amigo
Você que foi testemunha da sua vida enganosa
Não volte a cobrir outro rosto divino
Que nos traga o destino pra nos fazer sofrer
Matar você? Pra quê? Não sou tão burro
Te amaldiçoar? Também não
Quem pretende lançar sua maldição a quem ofende?
Quando nem merece o desprezo
Você seguirá sua vida, eu a minha
Sofrendo desenganos parecidos
E talvez com o passar dos anos
Eu te encontre de novo no meu caminho um dia
E se você chegar até mim como as mendigas,
Te darei o que você quiser
Porque eu prometi à divina máscara que você carregava
Ajudar o necessitado sem olhar pra trás.
Composição: Tite Curet Alonso