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Querência Amada / do Fundo da Grota / É Disso Que o Velho Gosta

Wilson e Soraia

LetraSignificado

    Quem quiser saber quem sou
    Olha para o céu azul
    E grita junto comigo
    Viva o Rio Grande do Sul
    O lenço me identifica
    Qual a minha procedência
    Da província de são Pedro
    Padroeiro da querência

    Oh, meu rio grande
    De encantos mil
    Disposto a tudo pelo Brasil
    Querência amada dos parreirais
    Da uva vem o vinho
    Do povo vem o carinho
    Bondade nunca é demais
    Berço de flores da cunha
    E de Borges de Medeiros
    Terra de Getúlio Vargas
    Presidente brasileiro

    E eu sou da mesma vertente
    Que Deus saúde me mande
    Que eu possa ver muitos anos
    O céu azul do rio grande

    Te quero tanto, torrão gaúcho
    Morrer por ti me dou o luxo
    Querência amada
    Planície e serra
    Dos braços que me puxa
    Da linda mulher gaúcha

    Beleza da minha terra
    No meu coração é pequeno
    Porque Deus me fez assim
    O rio grande é bem maior
    Mas cabe dentro de mim
    Sou da geração mais nova

    Poeta bem macho e guapo
    Nas minhas veias escorre
    O sangue herói de farrapo
    Deus é gaúcho
    É espora e mango
    Foi maragato ou foi chimango

    Querência amada
    Meu céu de anil
    Este rio grande gigante
    É mais uma estrela brilhante
    Na bandeira do Brasil
    Deus é gaúcho
    É espora e mango

    Foi maragato ou foi chimango
    Querência amada
    Meu céu de anil
    Este rio grande gigante
    É mais uma estrela brilhante
    Na bandeira do Brasil
    Deus é gaúcho

    É espora e mango
    Foi maragato ou foi chimango
    Querência amada
    Meu céu de anil
    Este rio grande gigante
    É mais uma estrela brilhante
    Na bandeira do Brasil

    Deus é gaúcho
    É espora e mango
    Foi maragato ou foi chimango
    Querência amada
    Meu céu de anil
    Este rio grande gigante
    É mais uma estrela brilhante
    Na bandeira do Brasil
    Viva o Rio Grande do Sul
    Viva Teixeirinha
    Viva

    Fui criado na campanha
    Em rancho de barro e capim
    Por isso é que eu canto assim
    Pra relembrar meu passado
    Eu me criei arremendado

    Dormindo pelos galpão
    Perto de um fogo de chão
    Com os cabelo enfumaçado
    Quando rompe a estrela d'alva
    Aquento a chaleira já quase no clariá o dia
    Meu pingo de arreio relincha na estrevaria
    Enquanto uma saracura
    Vai cantando empoleirada

    Escuto o grito do sorro
    E lá do piquete relincha o potro tordilho
    Na boca da noite me aparece um zorrilho
    Vem mijar perto de casa
    Pra inticá com a cachorrada
    Numa cama de pelego
    Me acordo de madrugada
    Escuto uma mão pelada

    Acoando no banhadal
    Eu me criei xucro e bagual
    Honrando o sistema antigo
    Comendo feijão mexido
    Com pouca graxa e sem sal
    Quando rompe a estrela d'alva
    Aquento a chaleira já quase no clariá o dia

    Meu pingo de arreio relincha na estrevaria
    Enquanto uma saracura
    Vai cantando empoleirada
    Escuto o grito do sorro
    E lá no piquete relincha o potro tordilho
    Na boca da noite me aparece um zorrilho

    Vem mijá perto de casa
    Pra inticá com a guapecada
    Reformando um alambrado
    Na beira de um corredor
    No cabo de um socador
    Com as mão rodeada de calo
    No meu mango eu dou estalo
    E sigo a minha campereada
    E uma perdiz ressabiada

    Voa e me espanta o cavalo
    Quando rompe a estrela d'alva
    Aquento a chaleira já quase no clariá o dia
    Meu pingo de arreio relincha na estrevaria
    Enquanto uma saracura
    Vai cantando empoleirada
    Escuto o grito do sorro
    E lá no piquete relincha o potro tordilho
    Na boca da noite me aparece um zorrilho

    Vem mijar perto de casa
    Pra inticá com a cachorrada
    Lá no santo do capão
    O subiar de um nambú
    Numa trincheira o jacú
    Grita o sabiá nas pitanga
    E bem na costa da sanga
    Berra a vaca e o bezerro
    No barulho dos cincerro
    Eu encontro os bois de canga

    Quando rompe a estrela d'alva
    Aquento a chaleira já quase no clariá o dia
    Meu pingo de arreio relincha na estrevaria
    Enquanto uma saracura
    Vai cantando empoleirada
    Escuto o grito do sorro
    E lá no piquete relincha o potro tordilho
    Na boca da noite me aparece um zorrilho
    Vem mijar perto de casa
    Pra inticá com a guapecada

    Eu sou um peão de estância, nascido lá no galpão
    E aprendi desde criança a honrar a tradição
    Meu pai era um gaúcho que nunca conheceu luxo
    Mas viveu folgado, enfim

    E quando alguém perguntava do que ele mais gostava, o velho dizia assim
    Churrasco, bom chimarrão, fandango, trago e mulher
    É disso que o velho gosta, é isso que o velho quer
    Churrasco, bom chimarrão, fandango, trago e mulher
    É disso que o velho gosta, é isso que o velho quer

    E foi assim que aprendi a gostar do que é bom
    A tocar minha cordeona, cantar sem sair do tom
    Ser amigo dos amigos
    Nunca fugir do perigo, meu velho pai me ensinou
    E eu que vivo a cantar, sempre aprendi a gostar do que o meu velho gostou
    Churrasco, bom chimarrão, fandango, trago e mulher

    É disso que o velho gosta, é isso que o velho quer
    Churrasco, bom chimarrão, fandango, trago e mulher
    É disso que o velho gosta, é isso que o velho quer
    Saí da minha fazenda e me soltei pelo pago
    E hoje tenho uma prenda para me fazer afago
    E quando vier um piazinho para enfeitar nosso ninho, mais alegria vou ter

    E se ele me perguntar do que se deve gostar, como meu pai vou dizer
    Churrasco, bom chimarrão, fandango, trago e mulher
    É disso que o velho gosta, é isso que o velho quer
    Churrasco, bom chimarrão, fandango, trago e mulher
    É disso que o velho gosta, é isso que o velho quer

    Composição: Vitor Mateus Teixeira / Antonio Cesar Pereira Jacques / Berenice Azambuja / Gildo Campos. Essa informação está errada? Nos avise.

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