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Além do Mar

Windrider

Across the Sea

Holding fast and holding hard, braced against the chilling night,
Arms are weary, hands are scarred, the Northwind offers no respite,
Creaking timber, lines pulled tight, heavy oars allowed no rest,
Forty men work through the night, with broken back and aching chest,

Determination fills our hearts, as stars guide us through the waves,
A journey plotted on our charts, across the sea to make our names,

Forty men fight through the waves, their destiny is in their hands,
Leaving their old lives behind, to forge a future in hostile lands,
A fleet of brothers westward bound, a kinship made in blood and bone,
Following the setting sun into the open sea unknown,

A flash of distant lightning calls our senses to alert,
The sail is lowered, oars are heaved with all that our men can exert,
A towering wave upon our bow throws the men into despair,
As cries of fear and trepidation carry through the icy air,
A howling gale rips through our ranks and freezes us down to our skin,
Prayers are cast into the sky, while other men, they pray within,
The vessel tips into the wind, and threatens to capsize,
We struggle to retain our oars, fear shining from our eyes,

The sky above becomes darker still as starlight is extinguished,
Raging winds bring blackened clouds to hide our way - our hope relinquished,
Lesser minds filled with regret as men wish to return home,
While others laugh and pull their oars, excitement shaking in their bones,
Riding high and crashing down, our ship is battered through the waves,
No chance of turning back around - we become the tempest's slaves,
A crack of thunder rents the air, a chorus of disharmony,
Spurring chants of bravery, the soundtrack to our odyssey

Além do Mar

Apertando firme e segurando forte, enfrentando a noite gelada,
Braços cansados, mãos marcadas, o vento norte não dá trégua,
Madeira rangendo, cordas esticadas, remos pesados não dão descanso,
Quarenta homens trabalham a noite, com as costas quebradas e o peito doendo,

Determinação enche nossos corações, enquanto as estrelas nos guiam pelas ondas,
Uma jornada traçada em nossos mapas, além do mar para fazer nossos nomes,

Quarenta homens lutam pelas ondas, seu destino está em suas mãos,
Deixando suas velhas vidas para trás, para forjar um futuro em terras hostis,
Uma frota de irmãos rumo ao oeste, uma irmandade feita de sangue e osso,
Seguindo o sol poente para o mar aberto desconhecido,

Um clarão de relâmpago distante chama nossos sentidos à alerta,
A vela é abaixada, os remos são erguidos com toda a força que nossos homens podem exercer,
Uma onda imensa à nossa proa joga os homens na desespero,
Enquanto gritos de medo e apreensão ecoam pelo ar gelado,
Um vento uivante rasga nossas fileiras e nos congela até a pele,
Orações são lançadas ao céu, enquanto outros homens, eles oram por dentro,
A embarcação se inclina ao vento, ameaçando virar,
Lutamos para manter nossos remos, o medo brilhando em nossos olhos,

O céu acima fica ainda mais escuro enquanto a luz das estrelas se apaga,
Ventos furiosos trazem nuvens negras para esconder nosso caminho - nossa esperança se esvai,
Mentes menores cheias de arrependimento enquanto homens desejam voltar para casa,
Enquanto outros riem e puxam seus remos, a empolgação tremendo em seus ossos,
Cavalgando alto e despencando, nosso navio é espancado pelas ondas,
Sem chance de voltar atrás - nos tornamos escravos da tempestade,
Um estrondo de trovão rasga o ar, um coro de desarmonia,
Incitando cânticos de bravura, a trilha sonora da nossa odisséia.

Composição: