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A Mona Que Me Tornou Rico

Wiston Leal

La Mona Que Me Hizo Rico

No es igual el tiempo de antes
Al que tenemos ahora
Las cosas no son iguales
Tampoco es la misma moda

Cuando los indios sacaban candela
De leña e mora
El enfermo se curaba
Con hierbas, frutas y hojas

Y todo el que se moría
Se velaba en una troja
Se enterraba en un chinchorro
Y se hacía una comelona

Yo soy campesino nato
Por eso hablo de esta forma
No hubo un rincón en el campo
Donde no dejé mi sombra

Siempre andaba pensando
En buscar una mejora
Se lo que es pasar trabajo
Como cualquiera persona

Llevé miles de tropezones
Comía hasta pan de joroba
Pero un llanero de raza
Con hambre no se arrincona

Con hambre no se arrincona

Un día salí de mi casa
Con una hacha y una fonda
Quería castrar una colmena
Y matar unas palomas

Llegué a una media montaña
Y le di vuelta a la redoma
Oí un ruido que venía
De las ramas de una mora

Me fui buscando hacía arriba
Metí una piedra en la fonda
Desde la rama más gruesa
Noté que un bulto se asoma

Pensé que podría ser un tigre
Que se andaba por esa zona
Y cuando le llegué cerca
Descubrí que era una mona

La amarré por la cintura
Con un bejuco de corona
Me la llevé para criarla
Porque aún era lechona

Y en menos de tres semanas
Ya estaba grande y bien gorda
Y cuando veía a la gente
Empezaba a hacer maromas

Un día que salió mi esposa
Y me quedé con ella sola
Me puse observarla y dije
Estoy botando la bola

Voy a hacer un consultorio
Y que recete la mona
Y es porque la gente del campo
Cree mucho en brujos y en bromas

Después de pensarlo bien
Se lo confié a mi señora
Me dijo eso es peligroso
Pero manos a la obra

Le puse un par de zapatos, unos lentes y una gorra
Pinté un letrero en la puerta
Escrito con tinta roja
Entre enfermo y salga sano en menos de media hora

La senté en una silleta
Que parecía una doctora
Y yo detrás escondido
Tapado con una lona

Cuando un enfermo pasaba
Yo hablaba con una voz roncona
Y la gente se asombraba
Creyendo que era la mona

La voz corrió como el viento
En Venezuela y Colombia
Que era mandada por Dios
De la mismísima gloria
La aparición de repente
De esa santísima mona

De esa santísima mona

Llegaba gente por lotes
Y se hacían tremendas colas
La consulta era de gratis
El resistí no se cobra

Solo el que quiera y que pueda
En la puerta colabora
Y todo el que iba saliendo
Tiraba en una perola

Billetes sobre billetes
Monedas, prendas y joyas
Al terminar la consulta
Me ponía con mi señora

A empacarlos y a guardarlos
Amarras con una goma
Eso si era un negoción
El que tenía con la mona

Hasta que un día me llegó
Un viejo con una doña
La doña le pegó un grito
Y le dijo ¨Ven acá Lola¨

La mona salió corriendo
Botando lentes y gorra
Le hacia cariño a la vieja
Como una muchacha ñonga

El viejo me encañonó
Con una enorme pistola
Me dijo aprovechador
Ladrón, corruptor de monas

Ese pobre animalito
Es la mascota de Gloria
Que se la regaló un Indio
Cuando estuvo en Amazonas

Pero ya vas a apagarlas
La que debes, juntas todas
Porque afuera está la guardia
La que no se cae a cobas

Ahí me recoré de un dicho
El que tiene no se enrrolla
Arreglé todo con rial
Que era la única forma

Me tuve que ir un tiempo
A vivir un tiempo a Barcelona
Pero me siento tranquilo
Tengo billetes de sobra

Y por toda mi fortuna
Le doy gracias a esa mona

A Mona Que Me Tornou Rico

O tempo anterior não é o mesmo
O que temos agora
As coisas não são as mesmas
Não é a mesma moda também

Quando os índios tiraram velas
Madeira e amora
O doente foi curado
Com ervas, frutas e folhas

E todos que morreram
Foi assistido em uma troja
Ele se enterrou em uma rede
E ela fez uma comelona

Eu sou um camponês nato
É por isso que falo assim
Não havia canto no campo
Onde eu não deixei minha sombra

Eu estava sempre pensando
Em busca de uma melhoria
Eu sei como é passar o trabalho
Como qualquer pessoa

Eu levei mil tropeços
Eu até comi pão de corcova
Mas um llanero de raça pura
Faminto não encurrala

Faminto não encurrala

Um dia saí de casa
Com um machado e uma pousada
Eu queria castrar uma colmeia
E matar alguns pombos

Eu vim para uma montanha do meio
E eu virei o frasco
Eu ouvi um barulho vindo
Dos galhos de uma amora

Eu estava olhando para cima
Eu coloquei uma pedra na pousada
Do galho mais grosso
Eu notei um caroço aparecendo

Pensei que poderia ser um tigre
Quem estava andando naquela área
E quando cheguei perto
Eu descobri que ela era fofa

Eu amarrei ela na cintura
Com uma videira
Eu a levei para criá-la
Porque ela ainda estava mamando

E em menos de três semanas
Eu já era grande e muito gordo
E quando eu vi as pessoas
Comecei a fazer cordas

Um dia minha esposa saiu
E eu fiquei com ela sozinha
Comecei a observá-la e disse
Estou quicando a bola

Vou fazer um escritório
E deixe-o prescrever o mona
E é porque o povo do campo
Acredite muito em bruxas e piadas

Depois de pensar bem
Eu confiei a minha senhora
Ele me disse que é perigoso
Mas mãos à obra

Calcei um par de sapatos, uns óculos e um boné
Eu pintei uma placa na porta
Escrito em tinta vermelha
Fique doente e saia saudável em menos de meia hora

Eu sentei ela em uma sela
Aquilo parecia um médico
E eu atrás escondido
Coberto com uma lona

Quando uma pessoa doente passou
Falei com voz rouca
E as pessoas ficaram maravilhadas
Acreditando que era o macaco

A voz correu como o vento
Na Venezuela e na Colômbia
Isso foi ordenado por Deus
Da própria glória
O aparecimento repentino
Daquele macaco sagrado

Daquele macaco sagrado

Pessoas vieram em lotes
E havia filas enormes
A consulta foi gratuita
O resistido não é carregado

Só quem quer e quem pode
Colabore na porta
E todo mundo que estava saindo
Eu joguei em uma tigela

Notas em notas
Moedas, roupas e joias
No final da consulta
Eu tenho com minha senhora

Para embalá-los e mantê-los
Você amarra com um elástico
Que se fosse uma negociação
O que eu tive com o macaco

Até que um dia veio a mim
Um velho com uma senhora
A senhora deu-lhe um grito
E ele disse ¨Venha aqui Lola¨

O macaco fugiu
Tirando copos e boné
Eu fiz amor com a velha
Como uma garota ñonga

O velho apontou para mim
Com uma arma enorme
Ele me disse aproveitador
Ladrão, corruptor de monas

Aquele pobre animalzinho
É o bichinho da gloria
Que um índio deu a ele
Quando ele estava na amazon

Mas você vai desligá-los
Aquele que você deve, juntos todos
Porque lá fora está o guarda
Aquele que não cai nas cobas

Lá eu me lembrei de um ditado
Quem tem não rola
Eu consertei tudo com rial
Essa foi a unica maneira

Eu tive que ir por um tempo
Para morar em Barcelona por um tempo
Mas me sinto calmo
Eu tenho contas extras

E com toda a minha fortuna
Agradeço aquele macaco