Es Lebe Der Zentralfriedhof
Es lebe der Zentralfriedhof, und olle seine Toten.
Der Eintritt is' für Lebende heit' ausnahmslos verboten,
weü da Tod a Fest heit' gibt die gonze lange Nocht,
und von die Gäst' ka anziger a Eintrittskort'n braucht.
Wann's Nocht wird über Simmering, kummt Leben in die Toten,
und drüb'n beim Krematorium tan's Knochenmork ohbrot'n.
Dort hinten bei der Marmorgruft, durt stengan zwa Skelette,
die stess'n mit zwa Urnen on und saufen um die Wette.
Am Zentralfriedhof is' Stimmung, wia's sei Lebtoch no net wor,
weu olle Tot'n feiern heite seine erscht'n hundert Johr'.
Es lebe der Zentralfriedhof, und seine Jubilare.
Sie lieg'n und sie verfeul'n scho durt seit über hundert Jahre.
Drauß't is' koit und drunt' is' worm, nur monchmol a bissel feucht,
A-wann ma so drunt' liegt, freut man sich, wenn's Grablaternderl
leucht'.
Es lebe der Zentralfriedhof, die Szene wirkt makaber.
Die Pforrer tanz'n mit die Hur'n, und Juden mit Araber.
Heit san olle wieder lustich, heit lebt ollas auf,
im Mausoleum spü't a Band, die hot an Wohnsinnshammer d'rauf.
(Happy Birthday! Happy Birthday! Happy Birthday!)
Am Zentralfriedhof is' Stimmung, wia's sei Lebtoch no net wor,
weu olle Tot'n feiern heite seine erscht'n hundert Johr'.
(Happy Birthday! Happy Birthday!)
Es lebe der Zentralfriedhof, auf amoi mocht's an Schnoiza,
da Moser singt's Fiakerliad, und die Schrammeln spü'n an Woiza.
Auf amoi is' die Musi stü, und olle Augen glänz'n,
weu dort drü'm steht da Knoch'nmonn und winkt mit seiner Sens'n.
Am Zentralfriedhof is' Stimmung, wia's sei Lebtoch no net wor,
weu olle Tot'n feiern heite seine erscht'n hundert Johr'.
(Happy Birthday! Happy Birthday! Happy Birthday!...)
(This song was released by Wolfgang Ambros for the 100th
anniversary of Vienna's biggest cemetary, the "Zentralfriedhof"
Viva o Cemitério Central
Viva o Cemitério Central, e todos os seus mortos.
A entrada é só para os vivos, hoje tá proibido,
porque a morte é uma festa que rola a noite inteira,
e dos convidados, ninguém precisa de ingresso.
Quando a noite cai sobre Simmering, a vida vem pros mortos,
e lá no crematório, os ossos dançam sem parar.
Lá atrás, na cripta de mármore, estão dois esqueletos,
e eles brindam com duas urnas e bebem pra ver quem ganha.
No Cemitério Central a festa tá boa, como se ainda não tivesse morrido,
porque todos os mortos hoje celebram seu primeiro centenário.
Viva o Cemitério Central, e seus aniversariantes.
Eles estão lá, já se decompondo há mais de cem anos.
Lá fora tá frio e aqui embaixo tá quente, só às vezes um pouco úmido,
mas quando você tá deitado aqui embaixo, fica feliz quando a luz do cemitério
brilha.
Viva o Cemitério Central, a cena é macabra.
Os porteiros dançam com as prostitutas, e judeus com árabes.
Hoje todo mundo tá alegre, hoje tudo ganha vida,
dentro do mausoléu toca uma banda, que tá com um som insano.
(Feliz Aniversário! Feliz Aniversário! Feliz Aniversário!)
No Cemitério Central a festa tá boa, como se ainda não tivesse morrido,
porque todos os mortos hoje celebram seu primeiro centenário.
(Feliz Aniversário! Feliz Aniversário!)
Viva o Cemitério Central, de repente rola um barulho,
o Moser canta a canção do carro de aluguel, e os músicos tocam um som.
De repente a música para, e todos os olhos brilham,
porque lá em cima tá o homem dos ossos e ele acena com sua foice.
No Cemitério Central a festa tá boa, como se ainda não tivesse morrido,
porque todos os mortos hoje celebram seu primeiro centenário.
(Feliz Aniversário! Feliz Aniversário! Feliz Aniversário!...)
(Esta canção foi lançada por Wolfgang Ambros para o 100º
aniversário do maior cemitério de Viena, o "Cemitério Central".
Composição: Wolfgang Ambros