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Absinto

XIII Století

Absinth

Zas v kouři cigaret a dům je uzavřený
Tam v rohu pokoje spatřím bódlerů tvář
Sklenice absinth mě sladkou vůní svádí
A vyzdvihne mě ke hvězdám byron a shelley
Už v těch jménech co si tušíš ztracené
Generace prokletých básníků
Pod tíhou osudu se jejich křídla lámou
V komické ironii dnů

Na trůně sedí zas thomas tourquemada
Ty jeho vize mě plní údivem
A jak to chodí on na svět přišel slepý
Přesto jej spatřil hořet nukleárním chaosem
Bolest i vášeň to všechno v jedno žáru
Milostná symphonie kterou paganini hrál
Upír a rebel co se v tónech hudby vrací )
Na rubáš zítřka zapomněl

Pod tíhou osudů se lamou
Ztracená jména na rakvích
Pod tíhou historie stárnou
V komické utopii dní

Krajiny pekla obraz hieronima bushe
A ruce v okovech pana markýze de sade
Prokletý zodiac a touha která svádí
A co jim nedá nikdy spát
Tak pravil nitzche i arthur shoppenhauer
Zrozen buď nad člověk co božským touhám všem
Kazatel smrti nový kolumbus se vrací
A sladký absinth

[:pod tíhou osudů se lamou
Ztracená jména na rakvích
Pod tíhou historie stárnou
V komické utopii dní:]

Pod tíhou osudů se lamou
Ztracená jména

Absinto

Zas na fumaça do cigarro, o ar tá fechado
Lá no canto do quarto, eu vejo a sombra do Baudelaire
Um copo de absinto me atrai com seu doce aroma
E me leva às estrelas, Byron e Shelley
Já nesses nomes, o que você imagina, perdido
Gerações de poetas amaldiçoados
Sob o peso do destino, suas asas se quebram
Na irônica comédia dos dias

No trono, tá de novo Thomas de Torquemada
Suas visões me enchem de espanto
E como sempre, ele chegou ao mundo cego
Mesmo assim, viu o horror do caos nuclear
Dor e paixão, tudo em um só calor
Uma sinfonia de amor que Paganini tocou
Vampiro e rebelde que retorna nas notas da música
Esqueceu o manto do amanhã

Sob o peso dos destinos, se quebram
Nomes perdidos nas sepulturas
Sob o peso da história, envelhecem
Na utopia cômica dos dias

Paisagens do inferno, a imagem de Hieronymus Bosch
E mãos acorrentadas do senhor Marquês de Sade
Zodíaco amaldiçoado e o desejo que seduz
E o que nunca os deixa dormir
Assim falou Nietzsche e Arthur Schopenhauer
Nascido além do homem, que a todos os desejos divinos
O pregador da morte, um novo Colombo retorna
E o doce absinto

[:Sob o peso dos destinos, se quebram
Nomes perdidos nas sepulturas
Sob o peso da história, envelhecem
Na utopia cômica dos dias:]

Sob o peso dos destinos, se quebram
Nomes perdidos

Composição: Petr Stepán