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Alma de Fronteira

Xirú Missioneiro

Letra

    (Trago em reponte batida de algum cincerro
    Grito de forma por isso sou da fronteira
    Meu canto xucro sagrado torrão sulino
    Onde um teatino cheira à terra de mangueira)

    Chapéu tapeado de enxergá de ponta a ponta
    Lenço vermelho bandeira dos Maragato
    Estampa guapa tronquera do nosso estado
    Enforquiado num baio bueno de fato
    Espora grande buzinuda tilintando
    Marca o compasso do meu pingo troteador
    Jeito atrevido de quem vem pedir bolada
    Alma tisnada da poeira do corredor(2x)

    Trago em reponte batida de algum cincerro
    Grito de forma por isso sou da fronteira
    Meu verso xucro sagrado torrão sulino
    Onde um teatino cheira à terra de mangueira

    Me criei taura laçando e domando potro
    Abrindo a perna nalguma rodada feia
    Se for preciso abro o peito companheiro
    Porque um fronteiro não se enrreda nas maneia
    Meu canto fala das domas e campereada
    A minha voz é xucra igual berro de touro
    As minhas penas são queimaduras de laço
    Que algum guascaço me deixou marca no couro (2x)
    Trago em reponte batida de algum cincerro
    Grito de forma por isso sou da fronteira
    Meu verso xucro sagrado torrão sulino
    Onde um teatino cheira à terra de mangueira

    Composição: Rogerio Villagran / Enio Medeiros. Essa informação está errada? Nos avise.

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