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Do Tempo Das Casa Véia

Xirú Missioneiro

Letra

    (Minha bota é crua, feita de garrão de potro
    Saquei das garra de um aporreado tordilho
    Que se boleou e quebrou o pescoço num Pau Ferro
    Sovado a suor da potrada que eu encilho)

    Chapéu mangueira aninhado nas melena
    Guapeando a poeira, minuano, chuva e mormaço
    Como bandeira uso um lenço maragato
    E pros alçado vai doze braça de laço
    Como bandeira, uso um lenço maragato
    E, pros alçado vai doze braça de laço

    Sou cria antiga, do tempo das casa véia
    Belas lembrança que a memória galopa
    Aboiei touro, assoviando nas estradas
    Cumpro o destino na culatra d'uma tropa
    Aboiei touro, assoviando nas estradas
    Cumpro o destino na culatra d'uma tropa

    (Trago flechilha na dobra dos meus arreio
    Grudado nas bota, terra de outras querência
    Tenho na barba o cheiro do fogo de chão
    E o amor ao Rio Grande, miolo desta consciência)

    Eu sou a própria estampa do guasca pampeano
    A cavalo, vestido com esta pilcha de outrora
    Carcando a espora, vou sorvendo liberdade
    Pelos rodeio correndo boi campo afora
    Carcando a espora, vou sorvendo liberdade
    Pelos rodeio correndo boi campo afora

    Sou cria antiga, do tempo das casa véia
    Belas lembrança que a memória galopa
    Aboiei touro, assoviando nas estradas
    Cumpro o destino na culatra d'uma tropa
    Aboiei touro, assoviando nas estradas
    Cumpro o destino na culatra d'uma tropa

    (Repasso pros filhos o conhecimento campeiro
    E c'os amigos reparto meu coração
    Pois vem do passado esta cantiga estradeira
    Que já faz parte da gloriosa tradição)

    E a cantiga que salta da minha garganta
    Que se agiganta num trotezito chasqueiro
    Cruzando o mundo, reverenciando o passado
    Num verso xucro que acorda o Rio Grande inteiro
    Cruzando o mundo, reverenciando o passado
    Num verso xucro que acorda o Rio Grande inteiro

    Sou cria antiga, do tempo das casa véia
    Belas lembrança que a memória galopa
    Aboiei touro, assoviando nas estradas
    Cumpro o destino na culatra d'uma tropa
    Aboiei touro, assoviando nas estradas
    Cumpro o destino na culatra d'uma tropa

    Composição: Nélio Lopes / Xiru Missioneiro. Essa informação está errada? Nos avise.

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