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Entrega de Tropa

Xirú Missioneiro

Letra

    Patrão permita licença
    Quero arrumar uma cestiada
    Venho de uma entrega de tropa
    Cansado de tanta estrada
    Faz muitos dias patrão
    Eu ando de trecho em trecho
    No reponte de uma tropa
    Costeando uns potros de queixo
    Teus pingos já vem sentindo
    Se apalpando de estropiado
    Eu de saudade da china
    Venho tanto basteriado
    Patrão me venda uma canha
    E a metade de um monicho
    E arrume um fumo com palha
    Que tou cortado dos vícios

    Embora missão cumprida
    A plata ainda é minguada
    Pois não consegue fortuna
    Quem nasceu pra andar na estrada
    Q’uá fibra atada nos tentos
    E pé calçado na espora
    Na culatra de uma tropa
    Por este Rio Grande afora
    (Na culatra de uma tropa
    Por este Rio Grande afora)

    Se não se impota patrão
    Vou encostar os potros na aguada
    Depois volto e desençilho
    Banho a alma numa tragada
    Se não for muito patrão
    Me sirva com mel de europa
    Porque eu venho com a voz rouca
    De abrir a goela com a tropa
    E agora de pé no estribo
    Vou lhe agradecer patrão
    Pedindo a Deus que abençoe
    Este pedaço de chão
    Tomara que eu sempre encontre
    Nos corredores do pago
    Gente buena igual a ti
    E um bolicho pra tomar um trago


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