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Pó de Mangueira

Xirú Missioneiro

Letra

    Sou pelo duro missioneiro de alma e terra
    Xirú bagual que vive sem balda e luxo
    Pois c'oas muié sou igual gato de bolicho
    Masco matungo sou bagual flor de gaúcho
    Pois minha estampa tem o campo por destino
    Desde menino que eu gineteio por farra
    Eu e o cavalo nacemo no mesmo dia
    Tndo por ido um ponteio de guitarra

    A lida bruta é minha sina de xirú
    Brasão e orgulho da minha templa missioneira
    Eu fui parido sobre o lombo de um crinudo
    E após a morte vou virar pó de mangueira

    (Fiz tantos pingos, que há muito perdi a conta
    Lidei com maulas, aporreado, lombo de aço
    De várias marcas, pelo, raça ou procedências
    Mas sendo veiáco, háá! Eu descasco o matungo a laço)

    Pra minhas esporas tanto faz mouro ou tobiano
    Picaço, oveiro, malacara ou sebruno
    Pra sentá a bóia gineteio antes da festa
    Só pra sentir o balanço seco do reiudo
    Pois potro é potro se vai um logo vem outro
    Coxilha alta ou numa virada de cerro
    Sou missioneiro que nasceu bem na barranca
    Truxe comigo a fibra de martin fierro

    A lida bruta é minha sina de xirú
    Brasão e orgulho da minha templa missioneira
    Eu fui parido sobre o lombo de um crinudo
    E após a morte vou virar pó de mangueira

    Composição: Diego Muller / João Sampaio / Xiru Missioneiro. Essa informação está errada? Nos avise.

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