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Borboleta

Yahwe Mutabo

Butterfly

Feeling breathless
Sweet air fills my lungs
and makes me dizzy as
I race after.
The butterfly bobs on invisible crests of wind.

In the gold spectacled trees with blackened bark
fresh from an early morning shower?
By the swaying stalks of grass and wild flowers
that keep time to a fond old song?
In the paper blue sky that comforts us from the
blackness? I spin around and around, drunk on the
drippings of honeysuckle in the air.

Ah.
Swirling. Fluttering. Disappearing in between
the hard midday shadows and swaying luminescent
green hands of an oak tree.

Intricate webs and loops on his wings stretched
like raindrops in the wind.
Yellow and maroon glow like a specter in the
night. The stained glassed windows of the outdoor
cathedral. He dances by my fingertips. Free.

As he waves his painted canvases up and down,
against the splashes of wind,
I imagine his smudged wings between my fingers,
smeared with his sparkling grey magic.
His silent scream rails me like a tidal wave
sending me over the cliffs from paradise.

I follow the butterfly's cascading flight of
freedom toward the flossy green meadow where it
meets with another.
They flutter together playfully as I marvel at
the pure blue sky.

Borboleta

Sentindo-me sem fôlego
O ar doce enche meus pulmões
e me deixa tonto enquanto
corro atrás.
A borboleta dança em cristas invisíveis de vento.

Nas árvores douradas com casca queimada
frescas de uma chuva matinal?
Pelos talos de grama e flores silvestres
que marcam o tempo de uma velha canção querida?
No céu azul de papel que nos conforta do
escuro? Eu giro em círculos, embriagado com as
gotas de madressilva no ar.

Ah.
Rodopiando. Batendo asas. Desaparecendo entre
as duras sombras do meio-dia e as mãos verdes
luminosas de um carvalho.

Teias intrincadas e laços em suas asas esticadas
como gotas de chuva no vento.
Amarelo e bordô brilham como um espectro na
noite. As janelas de vitral da catedral ao ar livre.
Ele dança na ponta dos meus dedos. Livre.

Enquanto ele agita suas telas pintadas para cima e para baixo,
contra os respingos do vento,
eu imagino suas asas borradas entre meus dedos,
borradas com sua mágica cinza cintilante.
Seu grito silencioso me atinge como uma onda
me lançando sobre os penhascos do paraíso.

Eu sigo o voo em cascata da borboleta em
liberdade em direção ao prado verde macio onde ela
se encontra com outra.
Elas batem asas juntas de forma brincalhona enquanto eu me maravilho com
o puro céu azul.

Composição: