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Do que você se queixa? (part. Literário)

Yakari

¿De qué te quejas? (part. Literario)

¿De qué te quejas?
Del cuerpo que ves en tu espejo
De ver que tu juventud se aleja y deja arrugas en tu pellejo
Si llegar a viejo es una fortuna en esta época
Y tú procuras ocultar tus años con cirugías estéticas
Alcanzar la belleza es un logro, un sueño roto
Aunque los rostros que ves en TV sugieran inyectarte bótox
Mientras otros con cáncer tienen un sueño concreto
Que Dios les de larga vida, para ver crecer a sus nietos

Ahora Yo ¿De qué me quejó?
Pues de vivir con preocupaciones y ver como de mis pasiones me alejo
Por trabajar sin cesar como un pendejo
Que ni siquiera me tomo un tiempo para contemplar el mar desde lejos
Es más, casi no escribo temas
Mi sentido de responsabilidad me ha apartado de las cosas que me llenan
Pero cuando noto que a mi familia no le ha faltado la cena dejo de quejarme
Porque mi esfuerzo ha valido la pena
Y ¿De quien es la culpa? ¿Del sistema?
Es natural responsabilizar los demás de nuestros problemas
Aceptemos los monstruos de nuestro interior
Y en vez de gritar que caiga el sistema, diseñemos un sistema mejor
Y sí, también siento rencor por la falta de valores y las injusticias que en el barrio a diario vemos
Pero recuerda que tu mente será tu peor contendor si no la programas con la ecuación de actuar más y quejarte menos

¿Y tú? ¿De qué te quejas?
De las zapatillas viejas o del anticuado carro
Odias a mami por cocinarte lentejas
Obviando que en África se llenan comiendo del barro
No es contenido bizarro, es la realidad
Y tu ausencia de valor al tirano da impunidad
Jodida humanidad creadora de la sociedad
Donde nos revolcamos en la mierda por necesidad
Y no hay divinidad ni recompensa pa' la gente noble
Ya que tu jefe no fuese rico sin tu ser pobre
Aunque la disputa no es por el cobre
Ni por ver quién iguala la dureza de un fuerte roble
Es por entender de una vez por todas
Que la moda nos tiene como su joda del día a día
Es una lastima tu ignorancia mi bro'da
Por solo entrar a la red para consumir su porquería
Pornografía, competencia y exhibismo virtual
Dogmatismo de convivencia actual
Donde el suicidio por desinterés nos jode
Y es costumbre que el desordenado sea el que se acomode
Aunque incomode se debe decir y salir ha hacer algo
Pa' tratar de diluir este problema
Porque solo con palabras nada se puede corregir y vayas donde vayas siempre habrá un sistema

Y es que el molde ambicioso nos lleva a quejarnos
Mediante las necesidades creadas por nosotros mismos
Quejas y quejas

Do que você se queixa? (part. Literário)

Do que você se queixa?
Do corpo que vê no seu espelho
De ver que sua juventude se afasta e deixa rugas na sua pele
Se envelhecer é uma sorte nessa época
E você tenta esconder seus anos com cirurgias estéticas
Alcançar a beleza é uma conquista, um sonho quebrado
Embora os rostos que você vê na TV sugiram injetar botox
Enquanto outros com câncer têm um sonho concreto
Que Deus lhes dê longa vida, para ver crescer seus netos

Agora eu, do que me queixo?
Pois de viver com preocupações e ver como me afasto das minhas paixões
Por trabalhar sem parar como um idiota
Que nem sequer tiro um tempo para contemplar o mar de longe
Na verdade, quase não escrevo temas
Meu senso de responsabilidade me afastou das coisas que me preenchem
Mas quando percebo que minha família não ficou sem jantar, paro de me queixar
Porque meu esforço valeu a pena
E de quem é a culpa? Do sistema?
É natural responsabilizar os outros pelos nossos problemas
Aceitemos os monstros do nosso interior
E em vez de gritar para o sistema cair, desenhemos um sistema melhor
E sim, também sinto rancor pela falta de valores e as injustiças que vemos no bairro diariamente
Mas lembre-se que sua mente será seu pior adversário se não a programar com a equação de agir mais e se queixar menos

E você? Do que se queixa?
Das sapatilhas velhas ou do carro ultrapassado
Você odeia sua mãe por cozinhar lentilhas
Ignorando que na África se alimentam com barro
Não é conteúdo bizarro, é a realidade
E sua falta de coragem diante do tirano dá impunidade
Maldita humanidade criadora da sociedade
Onde nos debatemos na merda por necessidade
E não há divindade nem recompensa para a gente boa
Já que seu chefe não seria rico sem você ser pobre
Embora a disputa não seja pelo cobre
Nem por ver quem iguala a dureza de um forte carvalho
É para entender de uma vez por todas
Que a moda nos tem como sua piada do dia a dia
É uma pena sua ignorância, meu irmão
Por só entrar na rede para consumir sua porcaria
Pornografia, competição e exibicionismo virtual
Dogmatismo da convivência atual
Onde o suicídio por desinteresse nos fode
E é costume que o desordeiro seja o que se acomode
Embora incomode, deve-se dizer e sair para fazer algo
Para tentar diluir esse problema
Porque só com palavras nada se pode corrigir e onde quer que você vá sempre haverá um sistema

E é que o molde ambicioso nos leva a nos queixar
Por meio das necessidades criadas por nós mesmos
Queixas e queixas

Composição: Yakari, Literario