Mevsimlik Þarký
kanýyor takvimden gamsýz aðaçsýz
evlatlarýný döver gibi seven bir sonbahar
güvertesinde adresini þaþýrmýþ
kayýp bir nisan yaðmuru
ömrümün sol anahtarýsýn
hazan makamýnýn kapýsýný açan
ne nisanlar gördüm ben
ilkbahardan kaçarken
bir mýzrapa tutunan
ne bileyim ben
böyle bir seydir herhalde
bir mevsimin þarkýsý
ya da mevsimlik bir vivaldi sancýsý...
ekim kasým iþlerini öðrenirken bir keman
aðlamayý bir de,
þarkýya söz yürür,
yeþile aldanýr suyun kudreti
ve sen hiçbir zaman
sol anahtarý yaptýracak bir çilingir bulamazsýn
bana kalýrsa sen,
ömrünün sonuna kadar,
o þarkýnýn kapýsýnda kalacaksýn!
Canção da Estação
queima no calendário, despreocupado, sem árvores
um outono que ama como quem bate em filhos
na sua varanda, parece ter perdido o endereço
uma chuva de abril desaparecida
és a chave de sol da minha vida
abrindo a porta do tom da queda
quais abrils eu já vi
fugindo da primavera
segurando um pandeiro
sei lá
deve ser assim mesmo
uma canção de uma estação
ou a dor de um Vivaldi sazonal...
aprendendo as tarefas de outubro e novembro com um violino
chorar também é uma
letra de canção se desenrola,
a força da água se engana com o verde
e você nunca vai encontrar
um chaveiro que faça a chave do sol
na minha opinião, você,
até o fim da sua vida,
vai ficar na porta daquela canção!