Mourning Of A New Day
Down the red mountain
Each day I have to climb,
My eyes stare at you
The perfect sky, so high.
Down the red mountain
I fear to tread,
Close to catharsis
I fall like an autumn leave
Burnt and forgotten
Rivers of fear, I know...
So far from the end
Of this divine monument.
Light has never been,
No sun revealed,
My live never was...
I am not...I see them run,
I only live by their side,
Cyclic storms in my heart
Rage and brew so deeply.
I hate myself so much,
The worst is my pleasure,
I never dream,
Nightmares as my only friends
They surround me,
I am nothing...
I do not deserve to live
My mask won't hide me no more
Life appears to me just like nothing,
Nothing else but an epitaph
Unread by all.
And I drown in this void...
Each day, a new pain
Each day a new death.
The only way to preserve my creation
Is eradication, in a sigh ...
No blasphemy, no heaven in sight
Nothingness as a picture of my desires
That I will never, never paint.
The blood that feeds my life
Is not my own
My anemia is the sign,
I sink...
Down the red mountain
I fear to tread,
Close to catharsis
I fall like a dead leave
Lamento de um Novo Dia
Lá do alto da montanha vermelha
Todo dia eu tenho que subir,
Meus olhos te observam
O céu perfeito, tão alto.
Lá do alto da montanha vermelha
Eu temo pisar,
Perto da catarse
Eu caio como uma folha de outono.
Queimada e esquecida
Rios de medo, eu sei...
Tão longe do fim
Desse monumento divino.
A luz nunca esteve aqui,
Nenhum sol se revelou,
Minha vida nunca foi...
Eu não sou... eu vejo eles correrem,
Eu só vivo ao lado deles,
Tempestades cíclicas no meu coração
Rugem e fervem tão profundamente.
Eu me odeio tanto,
O pior é meu prazer,
Eu nunca sonho,
Pesadelos como meus únicos amigos
Eles me cercam,
Eu não sou nada...
Eu não mereço viver
Minha máscara não me esconde mais
A vida aparece pra mim como nada,
Nada mais que um epitáfio
Não lido por ninguém.
E eu me afundo nesse vazio...
Cada dia, uma nova dor
Cada dia uma nova morte.
A única maneira de preservar minha criação
É a erradicação, em um suspiro...
Sem blasfêmia, sem céu à vista
O nada como uma imagem dos meus desejos
Que eu nunca, nunca pintarei.
O sangue que alimenta minha vida
Não é meu
Minha anemia é o sinal,
Eu afundo...
Lá do alto da montanha vermelha
Eu temo pisar,
Perto da catarse
Eu caio como uma folha morta.