Stille nach der Totgeburt
Die Stille nach der Totgeburt.
Und immer lebt sich ein Leben tot.
Und neues Leben wird rangehurt
und dann erstickt vom blutigem Morgenrot.
Die Stille nach der Totgeburt.
Und kein Licht, dass erleuchtet den Schmerz.
Die Blicke nur ratlos verstört
und die Körper verkrampft - ohne Herz.
Ohne Herz ...
Die Stille nach der Totgeburt.
Und ein süßlich verbrannter Geruch,
ein Würgen im Hals - und im Nebenzimmer
der nächste gequälte Versuch.
Die Stille nach der Totgeburt.
Und immer quält sich ein Leben tot.
Und immer vom Leben verführt,
von Hass auf Reichtum und Ekel vor Not.
Ohne Herz ...
Die Stille nach der Totgeburt.
Und immer quält sich ein Leben tot.
Und neues Leben wird rangehurt
und dann erstickt vom blutigem Morgenrot.
Die Stille nach der Totgeburt.
Entsetzliches Schweigen der Nacht.
Entsetzlich die Klarheit in jedem Tag,
die eiskalten Hände der Macht.
Ohne Herz ...
Silêncio Após o Nascimento Morto
O silêncio após o nascimento morto.
E sempre se vive uma vida morta.
E nova vida é trazida à força
E então sufocada pelo amanhecer sangrento.
O silêncio após o nascimento morto.
E nenhuma luz que ilumine a dor.
Os olhares apenas confusos e perturbados
E os corpos enrijecidos - sem coração.
Sem coração ...
O silêncio após o nascimento morto.
E um cheiro adocicado de queimado,
Um nó na garganta - e no quarto ao lado
A próxima tentativa torturada.
O silêncio após o nascimento morto.
E sempre se arrasta uma vida morta.
E sempre seduzida pela vida,
Pelo ódio à riqueza e nojo à miséria.
Sem coração ...
O silêncio após o nascimento morto.
E sempre se arrasta uma vida morta.
E nova vida é trazida à força
E então sufocada pelo amanhecer sangrento.
O silêncio após o nascimento morto.
Um silêncio horrível da noite.
Horrível a clareza em cada dia,
As mãos gélidas do poder.
Sem coração ...