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O Fim Que Não Chega

ZahirLuna

El Fin Que No Llega

Ya no hay mañana
Ni luz al final
Respiro por costumbre
Viviendo sin alma
Se quebró el reloj
El tiempo ya no me nombra
Camino por reflejos
Sin querer volver a mí

Dicen que debo seguir
Pero, ¿Seguir para qué?
Si cada paso que doy
Se siente como un castigo cruel
Y aunque grite nadie escucha
Aunque sangre nadie ve
Solo soy un eco roto
Perdiéndose en la pared

Quiero dejar de respirar
Ser un suspiro que el viento borró
Pero hay cadenas que no puedo romper
Aunque no quede ya nada de fe
Sigo viviendo por inercia brutal
Sin rasgos, sin luz, sin final

"¿Estás bien?" Me preguntan sin parar
Yo sonrío como un muñeco sin piel
Trabajo, respiro y duermo por dormir
Con un alma gritando "Déjame salir"

No sirvió, no importó
No encuentro sentido
Y aún así despierto aunque no quiera estar vivo
Si pudiera callar el mundo
Si pudiera apagar mi voz
Me iría sin decir adiós
Como se apaga el Sol

¡Quiero dejar de respirar!
Desaparecer sin dejar señal
Pero no tengo el valor de partir
Y eso es lo cruel de mí
No hay esperanza
No hay razón
Solo esta vida
Sin redención

O Fim Que Não Chega

Já não há amanhã
Nem luz no fim
Respiro por costume
Vivendo sem alma
Quebrou o relógio
O tempo já não me chama
Caminho por reflexos
Sem querer voltar a mim

Dizem que devo seguir
Mas, seguir pra quê?
Se cada passo que dou
Se sente como um castigo cruel
E mesmo que eu grite, ninguém escuta
Mesmo que eu sangre, ninguém vê
Só sou um eco quebrado
Perdendo-se na parede

Quero parar de respirar
Ser um suspiro que o vento levou
Mas há correntes que não consigo quebrar
Mesmo que não reste mais fé
Continuo vivendo por inércia brutal
Sem traços, sem luz, sem fim

"Você está bem?" Me perguntam sem parar
Eu sorrio como um boneco sem pele
Trabalho, respiro e durmo pra dormir
Com uma alma gritando "Deixa eu sair"

Não adiantou, não importou
Não encontro sentido
E mesmo assim acordo, mesmo sem querer viver
Se eu pudesse calar o mundo
Se eu pudesse apagar minha voz
Eu iria sem dizer adeus
Como se apaga o Sol

Quero parar de respirar!
Desaparecer sem deixar sinal
Mas não tenho coragem de partir
E isso é o cruel em mim
Não há esperança
Não há razão
Só esta vida
Sem redenção

Composição: Zahirluna, Zahiruruna