Don Fermin
Cuando los libros que todavia no existen
Cuenten la historia de este rincón
Van a olvidarse ya lo se de Don Fermin
Por eso ahora mejor lo recuerdo yo
El que los viernes asaltaba su bodega
Encendia su pipa favorita
Y se pagaba la visita de una pebeta
Que podia ser su nieta...pero no era
Viejo de mierda decian
las viejas de mierda cuando lo veian
salir a la puerta vestido de fiesta
sin tener a donde ir
Y Don Fermin se reia y a veces fingia que las perseguia
Y las viejas entraban corriendo a su casa sin quererse ir
Cuando derrumben la casa en que vivia
Y pongan alguna pijeria al paso
Van a olvidarse ya lo se de Don Fermin
Porque el progreso no le canta a los fracasos
En esos tiempos que enviudaban las mujeres
El enviudo en el hospital de los infiernos
Y estuvo sin hablar con nadie tantos meses
Que hasta el tipo se creyo que estaba muerto
Viejo de mierda decian
las viejas de mierda cuando lo veian
salir a la puerta vestido de fiesta
sin tener a donde ir
Y Don Fermin se reia y a veces fingia que las perseguia
Y las viejas entraban corriendo a su casa sin quererse ir
Cuando se pasen por las bolas la memoria
Como revancha tanta cancha de baldio
Sembrando historia por ganarle tierra al rio
Sera como si nunca hubiesemos vivido
Por eso escribo esta cancion a un amigazo
Que es igual que si el me la escribiera a mi
Para romperles las pelotas con un fiasco
Cuando le salga campeon el porvenir
Viejo de mierda decian
las viejas de mierda cuando se moria
en la misma vereda que las perseguia
ahora quien se va a reir...
¿?
de tanto morir cogoteando la cara
contra la tristeza que habita en la misa y no deja dormir...
Don Fermin
Quando os livros que ainda não existem
Contarem a história deste canto
Vão esquecer, já sei, do Don Fermin
Por isso agora é melhor eu lembrar dele
Aquele que às sextas invadia sua adega
Acendia seu cachimbo favorito
E pagava a visita de uma garota
Que poderia ser sua neta... mas não era
Velho escroto, diziam
As velhas escrotas quando o viam
Sair na porta vestido de festa
Sem ter aonde ir
E Don Fermin ria e às vezes fingia que as perseguia
E as velhas corriam pra casa sem querer sair
Quando derrubarem a casa onde ele morava
E colocarem alguma frescura no lugar
Vão esquecer, já sei, do Don Fermin
Porque o progresso não canta os fracassos
Naqueles tempos em que as mulheres ficavam viúvas
Ele ficou viúvo no hospital dos infernos
E ficou sem falar com ninguém tantos meses
Que até o cara achou que estava morto
Velho escroto, diziam
As velhas escrotas quando o viam
Sair na porta vestido de festa
Sem ter aonde ir
E Don Fermin ria e às vezes fingia que as perseguia
E as velhas corriam pra casa sem querer sair
Quando a memória for pro espaço
Como revanche de tanto terreno baldio
Sembrando história pra ganhar terra do rio
Será como se nunca tivéssemos vivido
Por isso escrevo essa canção pra um grande amigo
Que é como se ele a escrevesse pra mim
Pra encher o saco com um fiasco
Quando o futuro lhe der um título
Velho escroto, diziam
As velhas escrotas quando ele morria
Na mesma calçada que as perseguia
Agora quem vai rir...
?
De tanto morrer batendo a cara
Contra a tristeza que habita na missa e não deixa dormir...