Post-scriptum
J'ai tout donné pour tes grands yeux
Et j'ai gravé ton nom odieux sur ma peau
Et si je rêve encore à tes soupirs
J'ai tout au fond du corps un drôle de rire
Un rire méchant qui cris vengeance
Un rire grinçant comme une transe
Et j'ai pas finit de leur en vouloir
A ces grandes mains aux ongles tout noirs
J'ai des tas de larmes qui ne coulent plus
Ça fait un vacarme je m'y suis perdue
Et si tu n'entends pas ce chant tardif
c'est que ton vieux cœur est plus mort que vif
Ton cœur méchant respire encore
Ton cœur trainant le mauvais sort
J'ai voulus briser les chaines à mon cou
Rivée à ton souvenir pauvre fou
Mais ma rage aveugle tu es toujours là
Mes excès de haine ne peuvent rien contre toi.
Pós-escrito
Eu dei tudo pelos teus grandes olhos
E gravei teu nome odioso na minha pele
E se eu ainda sonho com teus suspiros
Eu tenho no fundo do corpo uma risada estranha
Uma risada maligna que grita vingança
Uma risada estridente como uma transe
E eu não terminei de guardar rancor
Para essas grandes mãos com unhas todas pretas
Eu tenho um monte de lágrimas que não caem mais
Faz um barulho, eu me perdi nisso
E se você não ouve esse canto tardio
É porque teu velho coração está mais morto que vivo
Teu coração maligno ainda respira
Teu coração arrastando a má sorte
Eu quis quebrar as correntes no meu pescoço
Amarrada à tua lembrança, pobre louco
Mas minha raiva cega, você ainda está aqui
Meus excessos de ódio não podem nada contra você.
Composição: Zaza Fournier