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Letra

    Eu vivo abatido, meio constrangido
    Muito aborrecido de um tempo pra cá
    Ai, eu vivo tristonho, toda a noite eu sonho
    Com um amor risonho a feição leal

    Ai, essa minha tristeza, não tenho defesa
    Por essa beleza que me faz penar
    Ai, meu viver é um enredo que até tenho medo
    Porque o meu segredo eu não posso contar

    No recanto onde eu moro tem dia que eu choro
    Esse amor que eu adoro eu não posso enxergar
    Ai, porque o velho é medonho, parece o demônio
    Eu não me disponho ir lá visitar

    Ai, quando é de madrugada canta a passarada
    Tão lindas toadas que me faz sonhar
    Ai, o seu rosto moreno, seu olhar sereno
    O que nós combinemos tem que realizar

    Quando chega a tarde na beira da vargem
    Na copa das árvores canta o sabiá
    Ai, a tarde escurece e o nevoeiro desce
    Eu rezo uma prece e vou me deitar

    Ai, dobra o meu sofrimento
    O meu pensamento nas asas do vento começa a voar
    Ai, se às vezes que eu a vejo ela me desse um beijo
    Matava o desejo que quer me matar

    Eu no braço da viola sou meio gabola
    Porque tive escola e posso gargantear
    Ai, nas minhas cordas afinada eu canto toada
    E moda dobrada de arrepiar

    Ai, a gente que é solteiro bate um desespero
    Sendo um bom violeiro ainda quer se casar
    Ai, mas depois que se casa a mulher vira brasa
    Vai queimando a asa e não deixa voar


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