Homenagem ao Deputado Monteiro Eliseu
Zé Túbia
Isso é Zé Túbia
Com mais uma Keta da vida
Hum
Isso é Zé Túbia
Com mais uma Keta da vida, eoh
Hamm
Hey, hey, hey
Kwa, Kwa, Kwa, Kwa
Monteiro Eliseu
Vieste do povo onde a coragem não pede licença
Onde a cede um verso que a terra insiste em escrever
Falar ti, é pisar o rasto de uma Angola que não se verga
É ver a política despida, sem mentira e sem poder
Hey
Não nasceste no mármore, mas no solo árido do sul
Ooh
Onde a sobrevivência e o sonho caminham de mãos dadas
Fizeste da dor de ver o povo injustiçado o teu grito
Levando as dores do povo nas costas em estradas cansadas
Hey
Deixaste o mato das ideias para o debate no Parlamento
Mas o cheiro da terra batida do musseque nunca saiu do teu pé
Foste a voz que soprava contra o esquecimento
No peito carregaste a coragem, na alma mensagem da fé
Foste o grito que atravessava o deserto e chegava à cidade
Onde a fome não é estatística, é um pranto real
A transparência foi o escudo à buscar a verdade
Transformando a angústia em lição magistral é
Ooh, ooh
Olha, hey, hey
Olha só o Deputado Monteiro
Ooh, ooh
Hey, hey, hey
O Deputado do Povo
Ooh, ooh
Ah, ah, ah, ah, hey
Ooh, ooh
Olha, olha
Foste a voz da resiliência
O rosto da determinação
Deputado do povo, baptismo de coragem e de acção
Pela UNITA ergueste a palavra
Como quem ergue um facho
No sul de Angola o teu nome é rio, nunca é riacho
Contra sombra e o silêncio
Contra o medo e o desdém
Trouxeste o clamor do povo na assembleia e a justiça no além
Eeeh
É filho do Povo
É nós Mwangolé
Hey
Eeeh
É filho do povo
É nós Mwangolé
Hey
Eeeh
É filho do povo
É nós Mwangolé
Eeeh
Isso é Zé Túbia
Dá no M ciclo
Onde o ar condicionado gera arma
Tua voz e coragem rasgava o protocolo
Trazia o calor do transumante
Questionavas o trono
Perturbavas a falsa calma
Apontando hospital vazio, o futuro vacilante
Não tinhas medo da maioria aqui estava o argumento
Pois tua força não vinha do voto
Vinha da moral de quem sente
A vitória não é o cargo
É o fim do sofrimento
É ver o gado com a água e o filho do Povo contente
No musseque da política, onda ética é luxo raro
Tu eras um ferro e o linho
O abraço e o clarão
Onde outros se vendem: Tu pagavas o preço mais caro
O de ser coerente com a batida do teu próprio coração
A história escreve-se com a tinta da perseverança
E o sangue de quem não se vende por um prato de ilusão
O musseque não é longe, se houver esperança
Angola é um corpo só, pulsando em cada mão
Oh
Ah, ah, ah, ah
Oh, oh, oh, oh
Olololooh
Oh, oh, oh, oh, oh
Olololooh
Aih, aioh, aiooh
De Cabinda ao Cunene, o farol ainda brilha em nossas mãos
Monteiro Eliseu
O caminho é feito de passos e não de promessas
Serás o eco no coração dos Mwangolés
A dignidade em cada oração
Enquanto houver um angolano com pressa de ser livre
Sua memória será bússola
Que nunca nos deixará esquecer o norte
Uoh, hey, hey, hey
Isso é, isso é, Zé Túbia
Yeah, yeah, yeah
Hey, yeah
Yeah, yeah, yeah
Hey, hey, hey
Yeah, yeah, yeah
Yeah, yeah
Yeah, yeah, yeah
Isso é, isso é, Zé Túbia
Yeah, yeah, yeah
Yeah, yeah, yeah
Hey, hey, hey, hey, hey, hey
Tu és a voz da resiliência
O rosto da determinação
Deputado do povo, baptismo de coragem e de acção
Pela UNITA ergueste a palavra
Como quem ergue um facho
No sul de Angola o teu nome é rio, nunca é riacho
É pelo povo, mano
É por Angola
Angola agradece
Os Mwangolés
Agradecem



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