exibições de letras 234

Cantiga de Meninar

Zebeto Corrêa

Letra

    Quando a gente era miudinho,
    O mundo gigante
    Moinho
    Girava em pás, passarinho,
    De rodas de amarelinha.

    Aí, entre berlindas
    De barra-manteiga, pedrinhas
    De boca-de-forno, queimadas
    De pique-esconde, chicotes
    De cabra-cega, raquetes
    De bente-altas, abraços
    De mãe-da-lua,
    A gente contava pra rua
    Onde estava a margarida,
    Se essa rua fosse minha,
    Se você gostasse de mim...

    Agora que a gente é gigante,
    Somos escravos de jó.
    O cravo brigou com a rosa
    E caranguejo só é peixe
    Lá no fundo da maré.
    Somos pobres, pobres, pobres
    De marré, marré, marré
    E teresinha de Jesus
    Em sete quedas foi ao chão.
    Tanto sangue derramado
    Dentro do meu coração...

    Agora que o moinho é gigante,
    Guerreiros com outros guerreiros
    Fazem zigue, zigue, zá.
    E o amor que tu me tinhas
    Já mandaram ladrilhar
    Seu eu pudesse ser miudinho,
    Menina,
    Eu voltava a te ninar.

    Composição: Antonio Barreto / Zebeto Corrêa. Essa informação está errada? Nos avise.

    Comentários

    Envie dúvidas, explicações e curiosidades sobre a letra

    0 / 500

    Faça parte  dessa comunidade 

    Tire dúvidas sobre idiomas, interaja com outros fãs de Zebeto Corrêa e vá além da letra da música.

    Conheça o Letras Academy

    Enviar para a central de dúvidas?

    Dúvidas enviadas podem receber respostas de professores e alunos da plataforma.

    Fixe este conteúdo com a aula:

    0 / 500

    Opções de seleção