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deserto

Zeniver

Solitudinem

Siempre estuve solo por haber sido distinto...
Pintado en blanco y negro por haber estado hundido...
Viajando de hospital en hospital...
Y soñar con el espacio para mantenerme vivo...

Pasé toda mi infancia desangrado en mi terapia...
Con piernas de cristal cada vez más amenazante...
Y noches de dolor cada vez más insoportables...
Gritando mis dolores sin que nadie me escuchase...

Sólo estuve más que solo y nadie me escuchaba...
Cuando me dolía mi cuerpo nadie me ayudaba...
Gritaba que quería salir de este laberinto...
Pero mis plegarias me volvían a mis inicios...

Tantas inyecciones que metieron en mi cuerpo...
Con el corazón de hierro pero sin inventos...
Y lágrimas de sangre que desprende todo el cuento...
Me escondí del mundo entero dentro de mis sueños...

Quisiera, quisiera dormir y jamás volver...
Pasar contigo todo y ver juntos amanecer...
Pero, ¿cómo verte si por todo te fallé?
¡Sí soy ese monstruo que te destrozó tú ser!

Soy un condenado por mi propia estupidez, me arranqué mi propio yo, y yo solito lo maté...
¿Quién me abrazará si no puedo seguir en pie?
Sólo quedan restos de lo que fui alguna vez...

A veces, el sol se esconde sin querer brillar...
La luna ya no viene pero quiere no amar...
La soledad pronto me acabará...
Me alejará del mundo y de esta tonta realidad...

Tonta realidad...
Tonta...

deserto

Eu estava sempre sozinho porque era diferente ...
Pintado em preto e branco por ser afundado ...
Viajando de hospital em hospital ...
E sonhe com o espaço para me manter vivo ...

Passei toda a minha infância sangrando na minha terapia ...
Com pernas de vidro cada vez mais ameaçadoras ...
E noites de dor cada vez mais insuportável ...
Gritando minhas dores sem ninguém me ouvir ...

Eu estava apenas mais do que sozinho e ninguém me ouviu ...
Quando meu corpo doeu, ninguém me ajudou ...
Eu estava gritando que queria sair deste labirinto ...
Mas minhas orações me trouxeram de volta ao meu começo ...

Tantas injeções que entraram no meu corpo ...
Com um coração de ferro, mas sem invenções ...
E lágrimas de sangue de toda a história ...
Eu me escondi do mundo inteiro dentro dos meus sonhos ...

Gostaria, gostaria de dormir e nunca mais voltar ...
Passe tudo com você e assista ao nascer do sol juntos ...
Mas como você se vê se eu falhei com você por tudo?
Sim, eu sou aquele monstro que te destruiu!

Sou condenado por minha própria estupidez, me rasguei e só o matei ...
Quem vai me abraçar se eu não conseguir acompanhar?
Resta apenas o que eu era uma vez ...

Às vezes o sol se esconde sem querer brilhar ...
A lua não está mais chegando, mas quer não amar ...
A solidão logo acabará comigo ...
Vai me tirar do mundo e dessa realidade boba ...

Realidade tola ...
Boba...

Composição: Marco A.