Kleine Einladung
Ich wank´ an Deiner Bungalowwand lang und sing ´nen
Sting Song. Klingel "dingdong" an Dei´m Eingang.
Wag´ein Alleingang und senke die Klinke.
Es ist zu. - Zu dumm. Ich denke: Bingo!
Denn krumme Langfingerdinger dreh´n war eh noch nie mein Ding.
Ich schwing wie King Kong aus´m Bungalowwindfang.
Gefang´ von Dein´m Look guck ich untern Vorhang,
schau voll Verlang´ Dein "Teng" und Tanga an.
Belager Dein Terräng mit´m Manga inna Hand
und bring aus´m "Lameng" ´n paar Poeme.
Häng an Die´m Gelända, mach ein auf King alla Lända
und trag unsan Tag ein in mein Kalenda.
Denn wenn Dein Twingo vor´m Bungalow einbiegt,
dann liegt ein feines Buket Gladiolen im Gang.
Es schmiegt sich an Deine Wange zum Empfang.
Und da baumelt ein Band mit ´ner Einladung dran.
Ich werd´ ihr eine kleine,
eine kleine Einladung schenken.
Ich hoff´ sie kann dann
an kein´n ander´n Mann mehr denken.
Ich bin nun Gangleader und singe Slanglieder
und häng nie wieder inna Tangobar mit Kangolkäppi.
Bin im Bad bei keiner Packung Fango mehr happy.
Sag´ "Game Over" zu mein´m Jing-Jang-Logo Pullover.
Fahr´ nun Rover und bagga wie´n Doofer.
Stell mein Minnegesang nun wegen Mangel an Anklang ein.
Hab´ aber ein´ klein´n Singsang allemal in Petto.
Bin gegen die Kollegen im Ghetto unterlegen.
Aber unter Dei´m Beton-Balkon, da geling mir glatt der Big Gig.
Bislang mißlang mir mein Mandolinenlick von vornherein.
Nun winkst Du meine kleine Wenigkeit hinein.
Ich lang zu lang zu. Beim Chandon Moet.
Bin ein Mann ohne Manko, aber voll loll und lall.
Ein Poet will Dein sein. Sag nicht nein und schenk Dir ein
Einschenken von reinem Wein, in den ich ´rein wein.
Pequeno Convite
Eu ando pela parede do seu bangalô e canto uma
música do Sting. Toquei "dingdong" na sua entrada.
Faço um movimento solo e abaixo a maçaneta.
Está trancado. - Que pena. Eu penso: Bingo!
Porque esses dedos longos tortos nunca foram a minha praia.
Eu me balanço como o King Kong na entrada do bangalô.
Preso no seu olhar, olho por baixo da cortina,
com desejo, vejo seu "Teng" e seu tanga.
Cerco seu terreno com um mangá na mão
e trago uns poemas do "Lameng".
Me penduro na sua varanda, faço de conta que sou o rei da área
e anoto nosso dia no meu calendário.
Porque quando seu Twingo entra no bangalô,
um lindo buquê de gladíolas está no corredor.
Ele se encosta na sua bochecha para te receber.
E lá balança uma fita com um convite.
Eu vou dar a ela um pequeno,
um pequeno convite.
Espero que ela não consiga
pensar em mais nenhum outro homem.
Agora sou o líder da gangue e canto músicas de gíria
nunca mais vou ficar na bar de tango com meu boné Kangol.
Não estou mais feliz com nenhuma embalagem de lama no banheiro.
Digo "Game Over" para meu pulôver com logo de Jing-Jang.
Agora dirijo um Rover e me comporto como um idiota.
Deixo meu canto de amor de lado por falta de eco.
Mas sempre tenho uma pequena canção guardada.
Estou em desvantagem contra os colegas no gueto.
Mas sob seu balcão de concreto, consigo fazer o grande show.
Até agora, meu solo de bandolim não deu certo desde o início.
Agora você me acena, minha pequena pessoa.
Eu chego tarde demais. Com Chandon Moet.
Sou um homem sem falhas, mas totalmente bobo e enrolado.
Um poeta quer ser seu. Não diga não e me deixe
servir um copo de vinho puro, no qual eu choro.