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Cicatriz Carmesim

Zetsuai Bronze

Shinku no Kizuato

あわれむくらいにかわいたひとみから
awaremu kurai ni kawaita hitomi kara
あなたをよんでる しんくのちのいろ
anata wo yonderu shinku no chi no iro

いまさらことばはガラスのひとかけら
imasara kotoba wa garasu no hitokakera
うかつにふれれば こころはちぎれる
ukatsu ni furereba kokoro wa chigireru

もうなくすもの ないほどやせたはだ
mou nakusu mono nai hodo yaseta hada
あいをどこまでもくるわせる
ai wo dokomade kuruwaseru

だきよせて つめをたてて ひきちぎるまで
dakiyosete tsume wo tatete hikichigiru made
くちびるが さけびたがる なまえもうばい
kuchibiru ga sakebitagaru namae mo ubai
孤独なからだをいやしたい
Kodoku na karada wo iyashitai

だきよせて いきをふさいで めがくらむほど
dakiyosete iki wo fusagi me ga kuramu hodo
ぎりぎりで なきたくても にげみちもない
girigiri de nakitakute mo nigemichi mo nai
ふたりがねむれるどくがほしい
futari ga nemureru doku ga hoshii

きえないきずあと のこしたくちづけは
kienai kizuato nokoshita kuchizuke wa
こんやも やさしい ゆめさえうらぎる
konya mo yasashii yume sae uragiru

もうあげるもの ないほどよごれため
mou ageru mono nai hodo yogoreta me
みつめてるのに とおいやみ
mitsumeteru no ni tooi yami

だきよせて ゆびさきまで こなごなにして
dakiyosete yubisaki made konagona ni shite
えいえんに おわりのないぎしきのように
eien ni owari no nai gishiki no youni
せつなのいたみにおぼれたい
setsuna no itami ni oboretai

だきよせて おちるばしょもかまわないまま
dakiyosete ochiru basho mo kamawanai mama
じょうねつは とめられない みをなげるだけ
jounetsu wa tomerarenai mi wo nageru dake
あなたとねむれるどくがほしい
anata to nemureru doku ga hoshii

だきよせて つめをたてて ひきちぎるまで
dakiyosete tsume wo tatete hikichigiru made
くちびるが さけびたがる なまえもうばい
kuchibiru ga sakebitagaru namae mo ubai
孤独なからだをいやしたい
kodoku na karada wo iyashitai

だきよせて いきをふさいで めがくらむほど
dakiyosete iki wo fusagi me ga kuramu hodo
ぎりぎりで なきたくても にげみちもない
girigiri de nakitakute mo nigemichi mo nai
ふたりがねむれるどくがほしい
futari ga nemureru doku ga hoshii

Cicatriz Carmesim

Olhos tão sedentos que comovem
A cor carmim do meu sangue te chama

Agora as palavras são apenas cacos de vidro
Se tocá-las sem cuidado, seu coração será dilacerado

Nada mais pode ser perdido, com uma pele tão fina
Até que ponto esse amor irá me enlouquecer?

Me abrace, enfie suas unhas em mim até me rasgar inteiro
Roube até o nome desses lábios que querem gritar
Quero curar esse corpo solitário

Me abrace, me sufoque até meus olhos girarem
Estou no meu limite, quero chorar, mas não há saída
Quero um veneno que faça nós dois dormirmos

Se eu beijar essa cicatriz que não desaparece
Nessa noite até os doces sonhos me trairão

Não há mais nada a oferecer a esses olhos sujos
Que olham no fundo de uma escuridão distante

Me abrace, me despedace até a ponta de meus dedos
Eternamente, sem parar, como se fosse um ritual
Quero me afogar em um momento de dor

Me abrace, mesmo que desçamos a um lugar pior, não importa
Essa paixão não para, apenas joga o corpo
Quero um veneno que me faça dormir junto com você

Me abrace, enfie suas unhas em mim até me rasgar inteiro
Roube até o nome desses lábios que querem gritar
Quero curar esse corpo solitário

Me abrace, me sufoque até meus olhos girarem
Estou no meu limite, quero chorar, mas não há saída
Quero um veneno que faça nós dois dormirmos

Composição: