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Inverno

ZOO Posse

Hivern

Jo defenc amb passió territoris
Que sembràvem d'amor I colors
Els defenc de impuresses, de plagues
I dins jugue amb les rises I els plors
Jo defenc territoris, els nostres
On sentim que la vida alça el vol
Jo defenc la parcela, la teua
Perque allí tot em toca, res dol
Sí, perquè és temps que s'estira
Un camí de confeti que em guía

On els peus sempre es senten humits
On amics tornen per omplir buits
Cada cosa al seu lloc, cada glosa
Té un torment al davall que reposa
Quan el aire torna a entrar al pit
Quan la terra conforma els sentits
La veritat és joc I no silenci
Ens ensenyavem de tot menos danses
El professor xillant per on comence
I volíem jugar no fer finances

Jugar a que es trencaren les sabates
Jugar amb les paraules perque sí
Jugar amb el llenguatge compartit
Cantant misèries amb formatge pa I vi!!
I així com parla el carrer
Farem missives, hi ha molta empastraeta que desfer
Hi ha molta música que queda en els cantons en nits
De glòria, secrets que queden en els carrerons
Tenim la barca amarraeta I esperant, teniu la boca
I la orella calentetes de passions

Farem el que pugam, la penya està tornant-se loca
Vos traslladem a noves dimensions
Perquè avui cantem per celebrar
Que ningú mai no ens farà callar
Que sommiem amb que se'ns tanca la ferida
Que vivim amb la esperança descossida
Però passen més els dies que les modes
I amb la veu tan desgastada com les soles
Sempre en peu, sempre desafiant la por
I es que el poble que canta mai no mor

Però a voltes arriben gelades
I no trobes la forma, no trobe
D'arrancar-li al hivern la distància
No hi ha sal que desfaça eixe gel
No hi ha crèdit que salve esta empresa
Mai m'expolse la presa, sempre et mor el amor

Inverno

Defendo terrivelmente os territórios
Que semeamos amor e cores
Eu os defendo de impurezas, de pragas
E por dentro ele brinca com risos E lágrimas
Eu defendo territórios, nossos
Onde sentimos que a vida voa
Eu defendo a trama, a sua
Porque tudo me toca lá, nada dói
Sim, porque é hora de esticar
Um caminho de confete que me guia

Onde os pés sempre se sentem molhados
Onde amigos retornam para preencher lacunas
Tudo em seu lugar, todo brilho
Ele tem um tormento embaixo que repousa
Quando o ar entra novamente no peito
Quando a terra molda os sentidos
A verdade é brincadeira E não o silêncio
Nos ensinaram tudo, menos danças
O professor que grita por onde começar
E nós queríamos jogar, não fazer finanças

Jogue para quebrar os sapatos
Brinque com as palavras porque sim
Brincar com o idioma compartilhado
Cantando misérias com pão de queijo e vinho !!
E é assim que a rua fala
Faremos missivas, há muitas coisas para desfazer
Há muita música nos cantos à noite
De glória, segredos que permanecem nos becos
Temos o barco atracado E esperando, você tem sua boca
E o ouvido quente das paixões

Faremos o que pudermos, a rocha está ficando louca
Movemos você para novas dimensões
Porque hoje cantamos para comemorar
Que ninguém nunca vai nos calar
Que sonhamos que nossa ferida está fechada
Que vivemos com esperança quebrada
Mas os dias passam mais do que modas
E com a voz tão gasta quanto as solas dos pés
Sempre de pé, sempre desafiando o medo
E as pessoas que cantam nunca morrem

Mas às vezes as geadas vêm
E você não encontra o formulário, não o encontra
Para arrancá-lo no inverno
Não há sal que dissolva esse gelo
Não há crédito para salvar esta empresa
Nunca expulsar minha presa, seu amor sempre morre